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Vitamina D, a vitamina do confinamento

Natália Costa
Vitamina D, a vitamina do confinamento

Estranhos os dias que vivemos. É-nos pedido para ficarmos o mais possível no confinamento das nossas casas e apenas sair em caso de necessidade, com todos os cuidados e distanciamento social por causa da pandemia da Covid-19. Mas, das vezes que temos de sair, levamos máscaras e luvas com o mínimo de pele à vista – não vá o “bicho invisível” colar-se a nós e de alguma maneira encontre uma brecha para o nosso mundo interior.

Multiplicam-se os artigos nos jornais, revistas, redes sociais de como podemos estimular e reforçar o nosso sistema imunitário. Quer seja através da alimentação, da prática do exercício físico ‘indoor’, pensamento positivo e manutenção de horários. E está certo. O nosso bem-estar é uma abordagem holística destes vários fatores, meio caminho para o nosso organismo não baixar a guarda, caso seja necessário. Mas chamo a atenção para um fator que não tem sido discutido nestes fóruns da nossa sociedade: o sol.

Estamos privados dele, poucos são os afortunados que podem apanhar uns raios nas varandas das suas casas. E talvez não saiba, mas a vitamina sol, ou seja, a Vitamina D, tem um papel muito importante para a manutenção da nossa saúde. Esta vitamina lípossoluvel vai muito além da facilitação na absorção do cálcio nos ossos ou músculos, tem também fortes implicações no reforço do sistema imunitário.

Para termos a dose diária desta vitamina, o ideal seria estar 30 minutos expostos à radiação solar, preferencialmente com o rosto e os braços a descoberto e mais, sem qualquer tipo de proteção. Ora se isto já era impossível antes do confinamento, agora é mesmo uma utopia. E a nossa carência de vitamina D já não vem de hoje. Estima-se que um em cada cinco portugueses tem carência desta vitamina e a sua grande maioria tem níveis abaixo do desejado.

Ora, se estamos privados desta fonte primordial, olhemos para os alimentos. Será que podemos substituir esta carência com a dieta alimentar? Primeiro vamos perceber todo este mecanismo. Os raios ultravioletas, neste caso os UVB ao penetrarem na nossa pele vão ativar um processo metabólico na produção desta vitamina. Não é um processo imediato, tem alguns mediadores pelo caminho para no final podermos ter a vitamina na forma correta a ser usada, a Vitamina D3.

Quando falamos em alimentos de origem animal é esta a forma que encontramos. A vitamina está presente em alimentos com maior teor de gordura: salmão, atum, sardinhas, leite e o verdadeiro e famoso óleo fígado de bacalhau.

No reino vegetal a forma da vitamina é diferente, é a vitamina D2. E os campeões são os cogumelos. Terão tanto maior teor de vitamina D quanto mais horas de sol estiveram sujeitos na sua produção. À nossa semelhança, também eles sintetizam através da exposição solar. Isso vai ser imperativo na concentração final da vitamina D.

Posto isto, vamos colocar a mão na consciência e vejamos se todos os dias nos “entupimos” com enlatados (sardinhas ou atum), recuperamos o óleo de fígado de bacalhau da despensa da avó, ou se vamos passar a tarde à janela. Não me parece, certo?

Parece-me sim que está na hora de incluir a Vitamina D à suplementação na semelhança do que já vai sendo feito com outras vitaminas mais populares. A minha chamada é na hora da escolha. Procure e privilegie aqueles que contém esta vitamina na forma de D3. Esta forma tem uma maior estabilidade e como tal uma maior absorção.

Proteja a sua saúde e reforce o sistema imunitário com a Vitamina Sol!

 

 

Por

 

 

 

 

Natália Cavaleiro Costa, nutricionista e formadora Nutrilite.

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