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Vegan Para Todos. Diversão e saúde sem fundamentalismos

vegan para todos

André Nogueira e Rita Parente são duas caras bem conhecidas do Instagram e prometem agora ser presença frequente na cozinha dos portugueses… e tudo graças ao recém-lançado Vegan Para Todos.

O livro que chega agora às livrarias nacionais não se apresenta como mais um manual de consciencialização ao veganismo, assume-se mesmo como uma ode à culinária criativa, saudável e divertida.

“Inspiração vem de tudo, tudo mesmo. Uma viagem, uma refeição de infância que tentamos adaptar, uma especiaria, um hype do momento. No Halloween criamos uma receita com carvão ativado. A inspiração vem de muitos sítios”, conta André Nogueira à Women’s Health.

“O nosso papel é mostrar que há várias frentes para cativar as pessoas ao veganismo. A nossa frente é mostrar comida boa, isto é o que nós comemos. Depois há a parte ética, de sensibilização. Nós queremos mostrar que a comida é boa, saciante, versátil, criativa”, frisa.

Vegan Para Todos
Vegan Para Todos

 

O início da aventura

Vegetarianos há quatros anos e vegans há dois anos e meio, Rita e André decidiram juntar o útil ao agradável e lançar o blogue Cocoon Cooks.

Mas até chegarem à internet, foi preciso parar para pensar e reaprender muita coisa. “Foi tudo muito por etapas”, diz André, destacando que “passamos pelas fases todas, de deixar o leite, deixar a carne, deixar o queijo. Quando demos por nós já éramos vegan, mas sempre sem pensar muito nisto”.

“Há pessoas que fazem tudo da noite para o dia, mas nos fizemos tudo de uma forma muito gradual, muito suave. Foi acontecendo, foi muito orgânico”, completa Rita.

Apesar de terem optado por uma mudança gradual de regime alimentar, nem sempre tudo correu como o esperado ou, pelo menos, de uma forma tão fácil como pensado.

“No início, quando cortamos a carne e o peixe, éramos vegetarianos e vegan, não sentimos algumas dificuldades. Não numa questão social, porque na altura vivíamos em Lisboa e já havia oferta, mas dificuldade na escolha dos alimentos e nas compras. Tivemos uma fase de seis meses em que deixamos de saber fazer as compras lá para casa, não sabíamos o que cozinhar. Até podíamos ter um alho francês e cogumelos e não sabíamos compor”, explica Rita.

“Quando começamos, éramos muito dependentes de livros de receitas, blogues, vídeos, apps. Agora queremos ajudar os outros com o livro e blogue, porque se foi difícil para nós pode ser também para os outros”, continua.

Mas a curiosidade pelo mundo da gastronomia e a vontade de mudar ajudou a que Rita e André conseguissem encontrar o equilíbrio tão desejado. E, claro, as receitas tão apreciadas.

https://www.instagram.com/p/BhlcnLEnZ2H/?hl=pt&taken-by=cocooncooks

 

Inspiração sem fundamentalismo

“Estávamos habituados ao tradicional e toda essa estrutura mudou para nós. Tivemos de reinventar a nossa cozinhar e passado pouco tempo deixamos de precisar de receitas”, conta o fotógrafo.

Rita assume o papel de chef nesta aventura a dois. O processo criativo parte de ambos e são as tentativas-erro a melhor forma de chegar ao resultado final pretendido: “Pensamos os dois, eu meto as mãos à obra primeiro, experimentamos os dois e depois retificamos os dois”.

Mas para que seja possível combinar e experimentar sabores, é preciso ter uma base e, aqui – como em toda a entrevista -, é a sinergia entre ambos o que mais se destaca.

“O meu curso de culinária é o Food Network e o 24 Kitchen”, diz Rita. “Não tenho curso de culinária, é mesmo um gosto que tenho apenas. A minha formação académica em nada tem a ver com culinária e nem tiraria culinária. Sempre li as revistas de culinária que a mãe comprava, os livros de culinária que a avó tinha, sempre gostei de programas de televisão nesta área”.

“Às vezes vemos um episódio do Jamie Oliver em que está a cozinhar carne mas usa a combinação de duas especiarias e pensamos que ficaria bem num prato vegan. É só adaptar”, conta Rita.

 

As mudanças físicas e a curiosidade alheia

Um dos motivos que levou Rita e André a adotarem o veganismo foi a saúde. Não pode se sentirem doentes, mas sim por acreditarem que poderiam sentir-se mais saudáveis, ativos e vivos.

“Sem dúvida que notamos diferença na nossa saúde. Por incrível que pareça! Sentimos mesmo muito, aliás, se não tivéssemos sentido tantas diferenças na saúde e bem-estar não tínhamos tido tanta motivação para continuar”, destaca a designer. Já André não deixa de falar das mudanças a nível digestivo que sentiu.

“A nível digestivo foi brutal. Eu tinha digestões de cinco horas, ficava pesado. Agora a digestão é muito mais leve e eficaz. Agora, como tenho uma digestão mais leve e que corre melhor, sinto mais energia e mais força para as tarefas do dia a dia”.

Com a consciência de que o impacto do veganismo na saúde depende de pessoa para pessoa, Rita e André preferem abordar o lado criativo, versátil e saboroso deste tipo de alimentação. Além disso, os dois conseguem ainda cativar a atenção de todos – e não é difícil perceber o porquê, as receitas são mesmo apetitosas!

“Parte da família da Rita é de Viana do Castelo e agora quando lá vamos levamos a nossa comida para cozinhar. E o que é que acontece? Acabamos por cozinhar para todos. Já ganhamos um ponto! Não temos de exigir das pessoas, temos de mostrar que a comida é boa e faz bem”, refere André, que é responsável por todas as imagens do livro e do blogue.

Mas não é apenas a família de Rita que fica curiosa pela cor e sabor das refeições vegan… as crianças também ficam a ‘babar’ para o assunto.

“O André dá aulas de surf no verão e os alunos veem como ele come e ficam super curiosos, chegam a casa e pedem aos pais para fazer a experiência de estar uma semana sem comer animais. São muito abertos a isso”.

A curiosidade dos mais novos é tal que Rita deixou de preparar apenas a marmita para o namorado. “Passadas umas semanas a Rita já tinha de acordar cedo de manhã para fazer a nossa marmita e mais oito para crianças vegetarianas e curiosos. Isto é incrível!”, conta André.

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