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Vegan e atleta? Sim! Saiba o que muda no seu treino

Vegan e atleta? Sim! Saiba o que muda no seu treino

A alimentação vegan – ou vegetariana restrita – tem conseguido cada vez mais adeptos um pouco por todo o mundo, mas são ainda muitas as dúvidas que pairam no ar. E uma delas diz respeito à performance física.

Uma vez que a atividade desportiva requer um consumo inteligente de proteínas, há ainda quem acredite que a alimentação vegan não é suficiente. Mas é e a ciência tem todas as provas. De acordo com David Rogerson, da Universidade Sheffield Hallam, são já vários os estudos que têm mostrado a eficácia de uma dieta vegan. E são já também vários os exemplos reais – o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton e a tenista Serena Williams são os casos mais sonantes.

Ao site The Conversation, o especialista em Nutrição Desportiva passa a pente fino tudo o que a ciência tem a dizer sobre o assunto.

 

Vegan? Sim e com tudo a que tem direito

Apesar de ser do conhecimento científico que os níveis de vitamina B12 podem ficar, de algum modo, comprometidos com uma dieta isenta de produtos de origem animal, a verdade é que esta não é uma realidade certa.

A carência deste micronutriente depende de pessoa para pessoa e pode mesmo ser contornada com a toma de suplementos – cuja escolha deve requerer a ajuda de um especialista.

No que diz respeito à gordura, evitar a que tem origem animal (que é saturada) é meio caminho andado para ganhar saúde. Além disso, os frutos secos e as sementes contêm bons níveis de gordura boa e ácidos gordos ómega 3 e fornecem ainda uma boa quantidade de cálcio (também presente nos brócolos, por exemplo) e de iodo.

Quanto aos hidratos de carbono (fonte de energia), a eliminação por completo qualquer vestígio animal da comida faz com que a seleção dos alimentos seja maior… e com mais qualidade. Os alimentos processados, por exemplo, deixam de fazer parte da alimentação diária, pois muitos contêm leite.

Mas quando se fala em dieta vegan, fala-se sempre em proteína. Segundo o especialista, as pessoas que seguem uma dieta vegan ou vegetariana consumem mais quantidade e mais variedade de proteína. Mas tem essa proteína todos os aminoácidos fundamentais para o organismo? Nem sempre, mas há truques.

Enquanto a soja e a quinoa se assumem como proteínas completas, as leguminosas podem facilmente alcançar esse estatuto com a junção de um cereal. Lentilhas com arroz integral é um exemplo. E para que os níveis de ferro sejam o mais idêntico ao da carne, basta juntar uma fonte de vitamina C – como o pimento. O consumo de algas é também uma possibilidade e este alimento oferece um vasto leque de nutrientes ao organismo.

 

E agora a pergunta: Vegan e atleta?

A resposta é sim! Mas, como acontece com qualquer outro padrão alimentar, é preciso ter peso e medida. Procurar a ajuda de um nutricionista e personalizar ao máximo a alimentação é meio caminho andado para a sucesso – e para evitar consequências indesejadas.

Ao ter o acompanhamento de um profissional é possível encontrar as principais necessidades do organismo e quais as melhores estratégias alimentares para as satisfazer. No caso dos atletas, importa sempre perceber o tipo e intensidade de treino que se faz, o estilo de vida que se tem e os objetivos desportivos traçados.

 

O que muda no meu treino?

“Se for feita uma alimentação correta, o vegetariano pode fazer um treino tão intenso como uma pessoa que come carne. Não existem limitações, desde que a pessoa tenha uma dieta adequada ao treino que vai realizar”. Assim confirma Pedro Esteves, personal trainer no People Family Club, em Sintra.

Também ele vegan, o PT defende que o segredo é ter uma dieta o mais variada possível. Os seus favoritos? “As sementes de linhaça, por serem uma ótima fonte de Ómega-3; a quinoa, que é uma excelente substituta do arroz; as leguminosas e os vegetais escuros, com destaque para os brócolos e os espinafres; os frutos secos, como as avelãs, as nozes e os amendoins; e a soja não transgénica”.

Com estes e outros aliados no prato, o PT garante que o treino pode e deve ser feito. Se restarem dúvidas, pode recorrer uma ajudinha tecnológica: “o site Nutritional Data tem uma aplicação onde é possível colocar toda a alimentação que a pessoa fez durante o dia para perceber como está a nível de macronutrientes e se está a atingir os níveis necessários para poder treinar”, explica.

Se ainda assim o site não chegar, pode sempre falar diretamente com o especialista. Pedro faz parte de um projeto de aconselhamento online*, para vegetarianos e veganos para quem deixar de treinar não é, de todo, opção!

É que, para alguém que não é da área, é normal que não se saiba ao certo quais os nutrientes que a carne garante e que, na falta deste alimento, devem ser repostos com a ajuda de suplementação natural ou alimentos alternativos.

Nada como um especialista para a ajudar a encontrar todos estes nutrientes, para que não lhe falte nada. Já está convertida? Percorra as imagens da galeria acima apresentada e saiba de que alimentos falamos.

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