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Vá ao ginásio e coma bem, a sua saúde agradece mais tarde

O nosso estilo de vida pode ditar a probabilidade para termos algumas doenças. Por isso, talvez esteja na hora de repensar a ida ao ginásio e comer melhor.

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Que as escolhas que fazemos na juventude influenciam a nossa vida no futuro já é uma premissa conhecida. No entanto, esta é uma questão mais profunda, dado que o nosso estilo de vida pode mesmo ditar uma maior ou menor tendência para termos algumas doenças.

Quem o afirma é a Universidade de Oxford que, em colaboração com investigadores do Canadá e ainda da Universidade de Bristol, em Londres, confirma que o consumo de álcool e a falta de exercício físico levam a um maior risco de demência ou mesmo problemas ligados ao coração.

Sim, talvez esteja na hora de repensar a ida ao ginásio, ponderar a possibilidade de contratar um personal trainer ou até deixar de comer aquele gelado, de que tanto gosta, todos os dias.

 

O seu estilo de vida pode influenciar a saúde das suas veias

Este estudo contou com a participação de 125 adultos, entre os 18 e os 40 anos, e verificou que quem seguia as diretrizes médicas sobre a quantidade de exercício recomendada por semana, consumia pouco álcool e não fumava encontrava-se com melhores condições de saúde.

Na prática, estas pessoas estavam mais saudáveis e tinham vasos sanguíneos mais densos no cérebro. Além disso, apresentavam áreas de massa branca menores, o que é uma vantagem clara já que o aumento dessa ‘massa branca’ está associado a uma série de lesões no cérebro, conhecidas por ampliar o risco de doenças.

Estas lesões são mais comuns à medida que envelhecemos, mas podem ser minoradas com um estilo de vida saudável. E, segundo um estudo da Universidade de Edimburgo, os pacientes cujos cérebros têm mais lesões (também denominadas leukoaraiosis), têm três vezes maior probabilidade de ter um derrame cerebral e duas vezes mais probabilidade de demência. Esta massa pode ser encontrada com recurso a uma ressonância magnética, apesar de estes investigadores afirmarem que a maior parte dos estudos realizados foram feitos depois da morte dos pacientes.

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Créditos: Istock

A investigação de Oxford, que prova a ligação entre o estilo de vida e a saúde, para Paul Leeson, o investigador chefe, é bastante entusiasmante, dado que, até este ponto, apenas havia provas da relação entre os danos cardíacos e o estilo de vida. A partir de agora, existem provas de que também a saúde do cérebro é afetada pelas escolhas que fazemos na vida.

Deste modo, é possível concluir que a prática de exercício físico, beber com moderação, não fumar e visitar o médico regularmente, para garantir que a pressão arterial se encontra nos níveis recomendados, são hábitos diários que lhe podem garantir mais saúde a longo prazo.

 

Recomendações a nível nacional

Recorde ainda que a Direção Geral de Saúde (DGS) recomenda a prática de 150 minutos de atividade física de intensidade moderada, por semana, ou 75 minutos de atividades mais intensas. A DGS sugere ainda que procure “manter a força e resistência musculares, pelo menos, duas vezes por semana”, como se pode ler no site da organização governamental.

 

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