Como o uso constante de ecrãs altera o cérebro das crianças

A zona do cérebro onde se desenvolve a linguagem é a mais afetada pela excessiva utilização de ecrãs por crianças. Falamos de capacidades que envolvem processos de controlo mental e autorregulação; funções básicas que se refletem no nível de literacia desta faixa etária. Assim concluiu um estudo publicado este mês no JAMA Pediatrics.

Tal estudo foi desenvolvido por um grupo de cientistas do Hospital Pediátrico de Cincinnati, em Ohio. Resultou num conjunto de recomendações a seguir relativas ao uso de ecrãs.

“Este estudo levanta questões sobre certos benefícios associados aos ecrãs”, nomeadamente a nível do desenvolvimento do cérebro. Quem o aponta é John Hutton, um dos principais autores do estudo. “Não podemos determinar o tempo certo em que se passa de benefícios para malefícios dos ecrãs. Mas conclusões aqui descobertas servem para perceber o limite de tempo apropriado ao uso desta tecnologia”, avança.

As conclusões do estudo prático

O estudo em questão contou com uma amostra de 47 crianças entre os 3 e os 5 anos, acompanhados pelos pais. Após um teste que permitiu avaliaras competências cognitivas da amostra e hábitos de consumo tecnológico, foi feito um scan ao cérebro para melhor analisar a sua estruturas. Daqui, foi possível confirmar que as crianças com maior utilização de ecrãs apresentavam menor expressão linguística. Tinham também maior dificuldade em nomear objetos rapidamente e nas habilidades de literacia.

Aquelas que usavam mais tais tecnologias eram também as que apresentavam um cérebro com capacidade de mielinização mais afetada. Este processo diz respeito à formação de uma bainha mielínica em redor a um nervo. É pois o que permite que os impulsos nervosos se movam rapidamente permitindo a ação de função a nível de linguagem ou outras habilidades.

Eis as recompensações apresentadas pelo hospital pediátrico:

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