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Pilates, muito mais do que uma modalidade

António Craveiro

Cada vez mais, a palavra ‘pilates’ torna-se comum, mais difundida no mundo do fitness ou então a nível clínico e/ou terapêutico. É um tipo de exercício físico associado frequentemente a ginásios, academias e noutros espaços, divulgando uma modalidade que outrora pertencia até a uma ‘elite’.

A palavra ‘pilates’ adquire agora uma conotação genérica ao ponto de estar associada a um método psicofísico inovador, diferenciador, original e altamente eficiente e eficaz.

E este cenário revela duas faces de uma mesma moeda: se por um lado, a sua divulgação promove o exercício físico, a saúde e o bem-estar, por outro lado promove também a sua descaracterização enquanto método criado por Joseph Pilates (construído ao longo de décadas de trabalho e estudo, configurando-se como um genuíno método, cuja experiência concreta e empírica proporciona excelentes resultados).

A criação original foi denominada de ‘Contrologia’, significando a relação entre o corpo-mente e espírito. Por isso, quando se realiza uma aula sob o rótulo de ‘pilates’, a maioria dos praticantes deduz que se trata de uma aula que obedece a um conjunto de especificações diferentes de outras aulas, tais como: uma aula zen, para um público sénior, com material específico da modalidade (bolas), unicamente para um público feminino, com música, etc.

O público em geral também associa o método aos aspetos mais visíveis e externos que se materializam nos aparelhos, na organização do estúdio, no tipo de aulas, entre outras características.

Embora alguns destes aspetos façam parte do universo ‘pilates’, o facto é que eles não representam a essência do método, que se traduz numa filosofia de vida e na formação de instrutores qualificados.

E será neste último ponto que distinguirei a formação de base: um instrutor, cujas diretrizes originais são da proveniência de Joseph Pilates, é capaz de realizar sessões de pilates apropriadas aos seus alunos.

Por outro lado, um instrutor que não tenha recebido uma formação adequada, não poderá proporcionar os benefícios aos praticantes, mesmo dispondo, por vezes, de um estúdio bem equipado, mas cujo conhecimento poderá, inclusive, criar danos aos praticantes pela utilização incorreta e inconveniente dos recursos criados por Joseph Pilates.

Nesta linha de pensamento, a formação inicial dos instrutores é primordial para o sucesso do método e para a sua preservação, até porque são eles o principal meio de divulgação de um método que ganhou notoriedade, destaque na área da atividade física, saúde e bem-estar e que materializa a proposta de Joseph Pilates.

 

O especialista

Prof. António Craveiro, Mestre em Ciências do Desporto, Diplomado em Pilates Clássico/Autêntico e em Pilates Clínico

António Craveiro

Saiba mais: www.pilatesantoniocraveiro.pt

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