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Tudo o que precisa de saber sobre a dieta do momento

Ao reduzir o consumo de carne e peixe vai estar a promover o equilíbrio entre a sua saúde e a saúde do planeta de forma mais eficiente.

semivegetarianismo

Estudos recentes indicam que existe uma necessidade de redução o consumo de carne, para manter o planeta Terra sustentável. Porém, a decisão de deixar de comer carne, peixe, ou qualquer outro alimento, é muito pessoal e deve ter em consideração alguns fatores essências. Fazer alterações alimentares é uma decisão séria e que deve tomada depois de obter o máximo de informação e de forma ponderada. Se o seu objetivo é reduzir a quantidade de produtos de origem animal que ingere, este artigo é para si.

Em Portugal, dados do Centro Vegetariano apontam para o facto de o número de pessoas que já excluíram das suas dietas produtos de origem animal ter quadruplicado, em 10 anos. Apesar do estudo que sugere que é imperativa a redução do consumo de carne devido aos danos que a produção desses alimentos está a causar ao planeta, entre 2007 e 2017, em Portugal, o consumo de carne apenas caiu 2%, o que significa que 77% da população ainda consume carne. Quanto ao peixe, apesar de registar uma queda superior, de 6 pontos percentuais, 70% dos portugueses ainda o consome.

Começamos por explicar todas as formas de alimentação, tendo por base a ingestão de plantas, que existem. Segundo a Associação Vegetariana Portuguesa, existem quatro formas essenciais de vegetarianismo, sendo que todas têm em comum a exclusão da carne e do peixe.

 

Os vários tipos de alimentação com base no vegetarianismo:

  • Ovo-lacto-vegetariana – O que significa que consome laticínios e ovos.
  • Lacto-vegetariana – O que significa que consome laticínios, mas exclui os ovos.
  • Ovo-vegetariana – O que significa que consome ovos, mas não laticínios.
  • Vegana – Exclui todos os derivados de origem animal. (Para saber mais sobre a alimentação vegana e também como iniciar este regime alimentar consulte este artigo da Women’s Health)

Note que a dieta é parte integrante de um estilo de vida e que os restantes elementos são também essenciais para manter uma saúde de ferro. Evitar hábitos tabágicos ou ingerir álcool em excesso e praticar exercício físico regularmente são alguns dos pontos fundamentais para, aliados a uma alimentação equilibrada, ter um estilo de vida saudável.

 

semivegetarianismo

 

O caso do semivegetarianismo

Enunciámos as quatro formas típicas de vegetarianismo, que são reconhecidas internacionalmente. No entanto, existe outro regime associado ao vegetarianismo, mas que, na verdade, não pode ser considerado como tal.
Falamos do semivegetarianismo ou o flexitarianismo. Quem segue esta filosofia, segue um regime parcialmente vegetariano, o que significa que come produtos de origem animal, esporadicamente. Segundo o documento Linhas de Orientação para uma Alimentação Vegetariana Saudável, promovido pela Direção Geral da Saúde (DGS), “embora não exista uma única definição de semivegetarianismo, é comummente aceite que este seja um padrão que apenas exclui a carne ou o pescado, ou alguém que apenas consome esporadicamente carne ou peixe“. Ainda assim, esta forma de alimentação não é considerada vegetariana.

Esta pode ser um ótima opção para quem não dispensa um peixe no forno ou um bife com ovo estrelado, de vez em quando, mas que sente necessidade de reduzir a quantidade de carne e peixe que consome. Note que a alimentação vegetariana tem sido alvo de diversos estudos científicos e estão já provados diversos benefícios para a saúde.

Para perceber melhor os efeitos e possíveis benefícios do semivegetarianismo, a nutricionista Emma J. Derbyshire, liderou uma revisão científica de 25 estudos realizados entre 2000 e 2016. As conclusões desta revisão mostraram que, efetivamente, uma dieta semivegetariana promove a manutenção de um estado de saúde saudável, nomeadamente em questões como a diminuição da incidência de doenças oncológicas, da obesidade, de doenças cardiovasculares e até do aumento da longevidade. A manutenção do peso é outro fator que a pode fazer considerar esta dieta, já que um regime baseado em plantas ajuda a controlar o peso.

 

Cuidados essenciais ao seguir uma dieta vegetariana / semivegetariana

A dieta vegetariana ou semivegetariana, tal como todas as dietas que impliquem restrição alimentar, traz benefícios e malefícios ao mesmo tempo. Neste caso específico em que existe uma redução da carne e do peixe, pode haver um desequilíbrio de alguns grupos nutricionais essenciais como as proteínas, o cálcio, o ferro, o zinco, entre outros.

Note ainda que, ao reduzir a quantidade de carne e peixe que ingere é fundamental que escolha outras fontes de proteína. A proteína é essencial para a manutenção dos músculos, dos níveis de açúcar no sangue, para a reparação celular e até para o equilíbrio hormonal. Nesse sentido, o feijão, o grão-de-bico e as lentilhas podem ser os seus novos melhores amigos. Mas, além destas leguminosas, pode ainda apostar na quinoa, nas sementes de chia e nas nozes, alimentos que prometem ajudar a balançar os níveis nutricionais.

Apesar de esta dieta ser, maioritariamente, desenvolvida à base de plantas, também nos regimes vegetarianos é possível ter uma alimentação pouco saudável. Isto, porque pode facilmente ingerir produtos que, não contendo vestígios de origem animal, continuam a ter outros elementos prejudiciais para a saúde. O caso do açúcar é um exemplo bastante notório. Umas bolachinhas veganas aqui e um sumo de fruta de pacote ali… Os alimentos processados (totalmente permitidos no vegetarianismo) podem estar a cortar os benefícios das plantas.

Além dos benefícios para a saúde, este regime alimentar é bastante fácil de implementar e acessível a todos. Ao reduzir o consumo de carne e peixe, não excluindo essas duas fontes de proteína, vai estar a promover o equilíbrio entre a sua saúde e a saúde do planeta.


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https://www.womenshealth.pt/nutricao/insetos-alimentos-futuro-salvar-planeta/

 

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