
São cada vez mais os amantes de running que se deixam render à sensação e aos benefícios de correr descalço ou com calçado de proteção mínima. Falamos do Natural Running.
Também chamado de Barefoot Running (correr descalço), esta variante procura recuperar os movimentos naturais da corrida. E fá-lo eliminando as ajudas que nos proporcionam as sapatilhas de corrida convencionais e que modificam a maneira natural de pisar e com isto a forma de mover os pés e as pernas.
Mas é preciso estudar bem esta tendência antes de mergulhar nela.
O estudo
A equipa liderada pela antropóloga Elisabeth Miller, da Universidade de Cincinnati (EUA), contou com a participação de 33 voluntários.
Os participantes foram divididos em dois grupos que foram avaliados ao longo de 12 semanas.
Um dos grupos correu diariamente um percurso com ténis reforçados. O outro grupo fazia o mesmo percurso usando um calçado leve que pouco interferia com o pé, como se os participantes estivessem a correr descalços.
Os pés dos participantes foram avaliados antes e depois do período de treino através de ressonância magnética. A equipa avaliou os movimentos cinemáticos, bem como a força do arco plantar e o peso dos participantes.
Os investigadores perceberam que a maior parte dos músculos dos pés aumentou nos dois grupos, mas apenas os participantes que correram com calçado sem reforço registaram um aumento significativo (22%) do músculo abdutor digital.
Este grupo registou também mais força no arco da planta do pé (60%).
A equipa garante que fazer corridas descalço ou com sapatilhas com uma palmilha com menos de 4 milímetros reforça a função do arco do pé, obrigando o músculo a tornar-se mais forte.
O estudo foi publicado na revista Journal of Sport and Health Science.
O QUE É PRECISO?
Sapatilhas especialmente desenhadas para isso.
São leves e com menor amortecimento, especialmente flexíveis no ante pé, planas no meio pé e com pouca acentuação no calcanhar e na biqueira.
Estas sapatilhas proporcionam uma sensação mais próxima com o terreno e com o amortecimento nas articulações do tornozelo e joelho.
A OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Helena Olsson, atleta e especialista em natural running diz que “ao ter menor amortecimento e estabilidade permitem um maior trabalho tanto ao nível da musculatura como dos tendões”.
Mas atenção! Não é indicado a todas as pessoas! Como alerta Olsson, quem tem excesso de peso não o deve fazer. Além disso, não se aconselha a quem “palmilhas ortopédicas para correr, sofre do tendão de Aquiles ou tem tendência a sobrecarregar os gémeos”.
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