Menu
Inicio Beleza Tudo o que precisa de saber sobre a celulite

Tudo o que precisa de saber sobre a celulite

A celulite afeta a maioria das mulheres e está na hora de a compreender.

Tudo o que precisa de saber sobre a celulite

Sofá, cadeira. Cadeira, sofá, cama. Sofá, sofá, sofá. As semanas de confinamento deitaram por terra todo e qualquer estilo de vida ativo. Mesmo quem seguiu à risca o movimento #EuTreinoEmCasa deu por si mais sedentária do que o habitual e não havia forma de contornar a situação. Seguir uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades de cada pessoa ajuda a manter um peso saudável e evita a acumulação de gordura, mas com a limitação de movimentos nas últimas semanas é possível que nem isso tenha sido suficiente para abrandar o aparecimento de celulite. Há que aceitar que é natural, mas que pode começar a correr atrás do prejuízo.

 

Entenda a sua inimiga

 

A celulite é o resultado da acumulação de tecido adiposo “em certas áreas do corpo”, acumulação essa “que forma nódulos de gordura que aparecem como covinhas na pele”, começa por explicar o dermatologista Luís Uva, da Clínica Secret Beauty, em Lisboa, salientando que “esses nódulos de gordura não são prejudiciais à saúde e correspondem apenas a um problema estético”.

Presente no corpo de quase todas as mulheres e logo desde cedo (sobretudo após a adolescência), a celulite parece não afetar tanto os homens. E há razões fisiológicas para tal. “A acumulação e a organização de gordura subcutânea nos homens e nas mulheres é diferente. Outro fator que explica porque é que as mulheres têm mais celulite do que os homens é devido aos estrogénios, que aumentam e estimulam o armazenamento de gordura na pele. Os homens têm essa hormona, mas em menor grau, além de terem uma testosterona mais alta, hormona masculina responsável pela queima de gordura e pela promoção da massa muscular”, esclarece. “As altas concentrações de estrogénios no sangue alteram o funcionamento dos vasos sanguíneos, das terminações nervosas e das células de gordura que se encontram na hipoderme ou na camada subcutânea da pele. Além disso, danificam o colagénio e a elastina, proteínas que fornecem firmeza, elasticidade e maciez à derme”, diz o dermatologista, explicando que “quando o estrogénio afeta os vasos sanguíneos, estes tornam-se frágeis e porosos, uma situação que facilita o acúmulo de líquidos e toxinas que fazem que as células de gordura inflamem e percam o seu tamanho, formando a celulite”.

Apesar de não ter um aviso prévio de chegada nem um pedido de licença para se acomodar, a celulite é bem mais comum nas pernas e no rabo do que em qualquer outra parte do corpo, algo que se deve, sobretudo, ao facto de serem zonas “com maior acumulação de gordura e, no caso das pernas, com maior dificuldade de retorno venoso, logo pior circulação”. E, como se não bastasse, temos mais uma má notícia (pedimos desculpa, mas a verdade deve ser dita): Há mulheres que “têm mais celulite numa perna do que na outra, o que não é incomum. A explicação é simples: cada pessoa apoia mais uma perna do que a outra, na maior parte dos casos é a direita. Assim como ao cruzar as pernas também está a comprimir mais uma do que outra. É simplesmente natural e inato”.

 

Planear o ataque

Somos contra a violência, mas quando se trata de celulite todos os ataques são bem-vindos e devidamente planeados (mas que fique claro que aceitar a celulite é também uma opção, a mulher deve sentir-se bem consigo mesma).

“Sabe-se que a vida sedentária, as dietas ricas em gorduras e hidratos de carbono, o stress e o abuso de tabaco e álcool e determinados medicamentos agravam a situação”, alerta Luís Uva. Ter um estilo de vida saudável é meio caminho andado para ganhar destaque nesta batalha, sendo ainda importante a redução de “ingestão de sal, açúcar, hidratos de carbono, gorduras e álcool”.

O dermatologista aconselha a beber água suficiente, a comer fruta, legumes e proteínas leves. Mas “a prática de desporto é essencial”, diz. Mesmo em casa, deve manter a rotina de treino diária, centrando alguns treinos nos membros inferiores. E onde entram os cremes anticelulite? Na rotina diária, de preferência duas vezes por dia. “A sua aplicação deve ser após o banho e secagem da pele. Esse é o melhor momento para ter este cuidado e também aquele em que a pele está mais recetiva a absorver os componentes da formulação escolhida e com maior necessidade de a hidratar, pois o banho retira parte dos óleos que fazem parte da sua função barreira”.

Embora defenda que “os cremes não removem a celulite, em vez disso reduzem temporariamente a sua aparência”, pois “as células de gordura ainda existem sob a pele”, Luís Uva diz que “existem muitas substâncias que atuam no tecido adiposo e conjuntivo (que suporta diferentes estruturas corporais) e a microcirculação”. Na prática, “os cremes anticelulite contêm uma combinação de ingredientes que melhoram a microcirculação, reduzem a inflamação e promovem a firmeza da derme”. Mas sem milagres.

Outros Artigos


Outros Conteúdos GMG

Brand Story