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Trocar mensagens com o seu parceiro pode salvar a relação

Já a sabedoria popular o diz (e com razão) que é a falar que a gente se entende. E, numa relação amorosa, a boa comunicação é o pilar da união.

A troca de mensagens pode ser uma mais-valia em qualquer relação. Mas pode ser também o ponto final que muitos casais tentam evitar. Falámos com duas especialistas sobre o poder da conversa não-presencial.

Já a sabedoria popular o diz (e com razão) que é a falar que a gente se entende. E, numa relação amorosa, a boa comunicação é o pilar da união… até mesmo quando feita de forma digital. Mas é preciso saber o que dizer – e quando dizer. A troca de mensagens entre o casal é “claramente benéfica, mas não exclui o trabalho que tem de se fazer e desenvolver ao nível da relação e do contacto visual, postural e comunicacional”, explica à Women’s Health Ana Marques Lito, professora universitária e psicanalista.

Esta forma de comunicar pode ser um estímulo para a vida a dois, porém, está sempre dependente do estado em que a relação está e, claro, da interpretação que a outra pessoa faz das palavras escritas. Afinal, a eficácia das palavras é maior quando são ditas do que quando são escritas, “pela simples razão de ser mais provável evitar equívocos de comunicação”, revela a psicóloga e também terapeuta de casal Cláudia Morais. Em momentos de tensão, diz Ana Marques Lito, “a mensagem positiva de um para outro é completamente invertida na leitura”, pois, “se a relação está frágil, tudo pode causar problemas”.

 

Emoji
“Uma imagem vale mais do que mil palavras e um emoji pode ser mesmo a melhor forma de expressão”, diz Ana Marques Lito.

 

O que dizer para… se sentir mais ligada

“Como está a correr o teu dia”? “A ligação constrói-se de forma gradual, com tempo e investimento”, começa por dizer Cláudia Morais à Women’s Health. “É fundamental que consigamos arranjar tempo para nos revelarmos, para falarmos sobre o nosso dia e para escutarmos” a nossa cara-metade, continua.

Contudo, o efeito desta vontade de saber depende da verdadeira intenção de quem questiona. E isto porque “se a pessoa de quem gostamos estiver a passar por um momento de maior tensão no trabalho, por exemplo, a ligação aumenta se formos capazes de colocar perguntas que traduzam o conhecimento da situação e a atenção aos detalhes e não se nos limitarmos a perguntar todos os dias ‘Como correu o teu dia?’”, diz a especialista. Mas, se esta pergunta deve ser feita ao final do dia, já quando estiverem os dois na calma do lar, nada como enviar uma mensagem ao longo do dia de trabalho para mostrar que está preocupada e atenta.

O que dizer para… apimentar a vida sexual

“Estou na cozinha. Vem cá ;)”

“Para um casal, numa relação que ficou monótona, a troca de mensagens pode ser um rejuvenescimento, um retorno do período de namoro, uma forma de estimular a relação”, diz a professora Ana Marques Brito. Porém, alerta, “pode ter um efeito perverso”, especialmente se enviada num contexto em que a outra pessoa não pode responder. Em causa, está o facto de existir “toda uma estimulação intelectual e emocional na mensagem, mas [isso] pode trazer frustração, dependendo da natureza da relação”.

Segundo a especialista, a mensagem erótica tanto pode “reacender a chama quando se encontrarem, como provocar chatices”. A mesma ideia é também defendida por Cláudia Morais, que revela que “a satisfação sexual depende da intimidade emocional. Quando tudo corre bem, a aproximação pode passar por mensagens de carga erótica que traduzam o conhecimento que temos sobre a pessoa de quem gostamos.

Provocá-la com conteúdos que não mostrem esse conhecimento pode não funcionar”. O melhor é apalpar o terreno – com conversas francas e honestas sobre desejos e vontades -e perceber qual o melhor momento para o/a fazer fantasiar. O momento em que estão os dois em casa, cada um numa divisão, é o ideal.

A aproximação pode passar por mensagens de carga erótica. Mas provocar com conteúdos que não mostrem conhecimento pode não funcionar.

O que dizer para… Acabar a discussão antes que esta comece / agrave

“<3”
“Há pessoas que gostam de formas [de interação] mais explosivas. As redes sociais são um bem tecnológico que pode aproximar as pessoas neste mundo tão anónimo, sombrio e gelado, onde tudo é efémero. Mas, tudo depende da natureza da relação”, realça Ana Marques Lito, salientando que “mais vale um gesto sem palavra, um emoji – que é o que é e não necessita de interpretação”.

Afinal, diz, “os emojis têm um efeito muito mais intenso na outra pessoa do que grandes discursos, porque quanto maior for a frase, maior é a probabilidade de confusão. Uma mensagem sucinta e com imagem é muito mais esclarecedora quando há um clima de tensão”, conclui.

Deste modo, e perante uma discussão mal resolvida, aconselha a especialista, deve-se “aquecer a dinâmica amorosa e, depois disso e da fala, reforçar com um SMS. Enviar somente um coração pode desencadear um estímulo no recetor, mas, depois, quando se encontrarem pessoalmente deve dizer o que o coração quer dizer na verdade”. Um ‘amo-te’ sentido é o suficiente.

 

O que dizer para… Fazer com que a outra pessoa se abra mais

“No outro dia senti-me triste. É assim que te sentes hoje?” Seja uma relação recente ou já um romance de longa data, os momentos em que uma das partes se fecha a ‘sete chaves’ são bem mais comuns do que pensamos – e, na verdade, completamente normais. Mas, mais uma vez, nada que uma conversa – ou um primeiro SMS honesto e sentido – não possa (tentar) resolver ou evitar. Até porque o silêncio apenas tende a criar um vazio na vida a dois, uma distância emocional que poderá vir a ser complicada de resolver, especialmente quando a conversa é já pouca ou nenhuma entre o casal.

“Todas as perguntas que traduzam genuína curiosidade são potencialmente geradoras de proximidade emocional”, explica Cláudia Morais. Para a especialista, nestas situações, “aquilo que importa é que consigamos mostrar a intenção de conhecer, em vez de julgar, e procuremos respeitar o ritmo da outra pessoa”, salienta.

Segundo a psicóloga e também autora, “a autorrevelação é positiva e pode ‘obedecer’ ao critério de respeito pelo outro”. E tal acontece por um motivo: “quando nos revelamos, podemos prestar atenção à forma como a outra pessoa se sente, porventura perguntando mesmo se se sente à-vontade”, conclui.


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