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Este tipo de cancro está a matar 3 portugueses por dia

Em Portugal, o cancro da cabeça e do pescoço não é tão mortal como o cancro do pulmão, da pele ou do estômago, mas está entre os 10 mais comuns, tirando a vida a três portugueses por dia.

Durante muitos anos esta doença foi associada ao tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Atualmente, 85% das vítimas continuam a ser fumadores ou ex-fumadores, mas o número de doentes mais jovens está a aumentar. Muitas das pessoas diagnosticadas hoje em dia têm entre 30 e 45 anos e não fumam nem bebem.

“Outro fator de risco do cancro da cabeça e pescoço, em particular do carcinoma da orofaringe – que inclui as amígdalas e a base da língua – é a infeção pelo vírus papiloma humano (HPV). Esta é uma infeção sexualmente transmissível que se adquire pela atividade de sexo oral com indivíduos portadores”, explicou à Women’s Heatlh Ana Joaquim, assistente hospitalar de oncologia médica do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

Os homens, por estarem mais expostos aos fatores de risco, são a parte da população com maior incidência da doença. “Isto é explicado pelo facto de a grande maioria dos homens serem fumadores ou consumidores regulares de bebidas alcoólicas. Estes hábitos continuam a ser mais frequentes no género masculino”, clarificou a médica neste Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço.

“A imunoterapia mostrou ser eficaz em pelo menos 20% dos doentes”

Quanto mais cedo for detetado, maior é a taxa de sobrevivência. No entanto, recentemente surgiu uma nova terapia que atua no sistema imunitário e tem conseguido resultados surpreendentes entre os doentes com este tipo de cancro.

“No cancro da cabeça e do pescoço metastizado, a imunoterapia mostrou ser eficaz em pelo menos 20% dos doentes. Nos doentes que respondem, as respostas são habitualmente duradouras”, disse a especialista.

Estudos recentes apontam para que, em 2020, a incidência desta doença aumente 30%. Na opinião da médica, a melhor forma de prevenir é evitar fumar e beber.

“Relativamente ao cancro da cabeça e do pescoço relacionado com o tabaco e com o álcool, a melhor forma de prevenir é evitar estes hábitos, seja não os iniciando ou eliminando-os. No que diz respeito à infeção por HPV, a questão da vacinação é muito pertinente. Uma vez que este vírus é também o fator de risco mais importante do cancro do colo do útero, a sua vacina está implementada no programa nacional de vacinação para as meninas”, acrescentou Ana Joaquim.

Cátia Carmo

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