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Novo teste genético pode ajudar a escolher o antidepressivo mais indicado

Procedimento pode acabar com processos de ‘tentativa-erro’ no tratamento da depressão.

Uma nova investigação concluiu que a utilização de um teste genético pode ajudar a determinar, de forma mais eficaz, o antidepressivo mais indicado para cada indivíduo.

A investigação, apresentada no encontro anual da American Psychiatric Association, defende que aqueles que utilizaram este tipo de teste, denominado GeneSight, têm 50% mais probabilidade de atingir a remissão ao fim de oito semanas e 30% mais probabilidade de responder aos medicamentos prescritos, quando comparados com indivíduos que não realizaram o teste.

Apesar de existirem vários medicamentos antidepressivos, o tratamento de condições de depressão continua a ser feito numa base de experimentação e de ‘tentativa-erro’. Encontrar o medicamento certo para determinado indivíduo é um processo e, entre um terço e 40% das pessoas acaba a não responder positivamente ao primeiro tratamento.

Em que consiste o teste?

O GeneSight, criado pela Myriad Genetics, analisa doze genes e a forma como estes se relacionam com 56 antidepressivos diferentes. Na maior parte dos casos, a forma como os indivíduos respondem aos medicamentos pode afetar a eficácia dos mesmos no organismo – é por isso que cada caso é realmente um caso.

Os antidepressivos são, depois, categorizados em grupos (verde, amarelo, vermelho – sendo este último o menos indicado). Estas indicam se existe algum indicador no individuo que poderá comprometer a eficácia de determinado medicamento deste grupo de tratamento.

“Os medicamentos vermelhos devem ser evitados, uma vez que não são indicados para o paciente”, explica John Greden, médico, principal investigador do estudo e diretor do Comprehensive Depression Center da Universidade do Michigan, EUA, à TIME.

Apesar de alguns profissionais chamarem a atenção para o facto de o teste não ser 100% preciso, os investigadores ressaltam a sua importância como um guia que poderá ajudar os profissionais a não incluir no tratamento medicamentos que sejam nefastos para os pacientes.

Assim sendo, em vez de indicar o medicamento certo, ajuda os profissionais a perceber aqueles que, à partida, não irão funcionar em determinado quadro químico dentro do organismo.


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