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“Somos responsáveis pela forma como convertemos a realidade a nosso favor”

Em conversa com a Women’s Health, a coach Mafalda Almeida partilhou dicas para trabalhar na nossa melhor versão durante este momento de isolamento social.

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Sem certezas, datas, ou responsabilidades a apurar, vivemos hoje uma realidade que ninguém poderia viver e que, de certa forma, não conseguimos controlar.

Em isolamento social, obrigado e sem abertura a discussão, resta-nos aproveitar esta pausa a que fomos forçadas, usufruindo deste período para nos dedicarmos a nós mesmas, trabalhando pela nossa melhor versão.

Foi precisamente este o foco da conversa entre a Women’s Health e a coach Mafalda Almeida, partilhado com as nossas leitoras num direto que integrou o programa do Instagram Live desta semana.

“Não sabemos o que aí vem, o que vamos enfrentar. Mas podemos preparar a nossa mente e as nossas capacidades para enfrentar tudo isto da melhor forma”, começa por dizer a Executive e Life Coach.

Tal preparação passa pela mudança de hábitos que, em qualquer situação, são assumidos através da repetição de comportamentos. “Da mesma forma que fomos ganhando hábitos na nossa vida, como o simples hábito de nos cumprimentarmos com um abraço ou dois beijinhos, existe hoje uma série de hábitos que, à partida, não vamos poder continuar a adotar, pelo menos para já”, assume Mafalda que sugere um sorriso em vez de um abraço: “será uma nova forma de abraçarmos os outros, é o que digo sempre”.

“Bem ou mal, agora temos tempo”

Outros hábitos a adotar passam por fazer aquilo para o qual sempre dissemos que não tínhamos tempo, como ler, explorar versões de cozinhados mais saudáveis ou mesmo dormir. Estes são apenas alguns exemplos de práticas que devem integrar qualquer rotina que se queira saudável. É que se, agora podemos nos dedicar a tais comportamentos, quando sairmos do isolamento social já estaremos habituadas a incluir tais hábitos na nossa rotina.

“Nenhum de nós se pode responsabilizar pelo que aconteceu, mas somos responsáveis pela forma como reagimos e convertemos esses acontecimentos a nosso favor”,

Ajustar à (nova) realidade

“Nenhum de nós se pode responsabilizar pelo que aconteceu, mas somos responsáveis pela forma como reagimos e convertemos esses acontecimentos a nosso favor”, admite a coach, com a certeza de que a mudança pode ser algo bom.

Que a mudança vai acontecer, não há dúvidas. E esta garantia pode gerar algum medo, o que não é uma sensação propriamente negativa. “Ainda bem que temos certos tipos de medos”, diz a coach. “Medo de ficar contagiada, por exemplo. Mas isto também nos vai ajudar a ser melhores pessoas e profissionais”.

Segundo referiu a coach, 97% dos nossos medos nunca se realizam. Os números são impactantes e ajudam a tomar a postura de não dar voz ao medo. Em vez disso, criamos planos de ação que nos permitem agir e sair da zona de conforto. Só assim se ganham novas aprendizagens e evoluímos.

Não estamos sozinhas

Quer esteja a passar o isolamento social sozinha ou com alguém, não temos de negar a socialização com os outros. Pelo contrário, somos seres sociais e temos de responder a esta necessidade.

Sobre esta ideia, Mafalda Almeida lembrou um provérbio africano que diz que ‘se queres ir rápido, vai sozinho. Se queres ir longe, vai em conjunto’. “Porque não aproveitar as redes sociais para nos fazer acompanhar de pessoas com quem possamos desenvolver, partilhar, ser melhor. Tudo isto ajuda-nos a trabalhar na nossa melhor versão”, conclui.

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