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Somos o que comemos

Mafalda Almeida
Somos o que comemos

Por Mafalda Almeida, Executive & Life Coach, formadora, palestrante, mentora, e autora do livro Veja em si a Melhor Mulher do Mundo.

Ouvimos e lemos esta frase bastantes vezes, e desde muito cedo que a sociedade nos implementa este princípio como verdade absoluta, contribuindo assim para a formação de uma crença, no meu ponto de vista fortalecedora e positiva. Sim, eu concordo com esta máxima, em acreditar nesta “verdade”.Torna-nos mais saudáveis, independentemente de ser ou não uma verdade absoluta. Até porque, tenho uma má notícia para si: praticamente não existem verdades absolutas. E as verdades em que decidimos acreditar podem ser verdades nossas, mas não necessariamente para as outras pessoas. É assustador pensar nisto, mas é “verdade”… Verdade para quem? Pergunta de Coaching…

Hoje não queria focar o meu artigo neste tema (verdades e crenças), mas sim no título que lhe dei: “somos o que comemos”.E vamos tratar dele de forma metafórica, não recorrendo a “comida” propriamente dita, mas sim à informação que decidimos consumir…

Estes tempos em que somos obrigados/as a estarem casa, em que passámos de uma realidade onde frequentemente nos queixávamos de “falta de tempo” para um dia-a-dia onde o tempo pode abundar (se bem que é exatamente o mesmo…), leva-nos a ficar mentalmente mais disponíveis para consumir informação. Acontece que, como em tudo na vida, existe um lado positivo e um lado negativo relativamente à informação disponível.

A nossa mente absorve (come) toda a informação que lhe decidirmos disponibilizar. E há que sublinhar a palavra “decisão” porque de facto só entra na nossa mete a “comida”que lhe decidirmos dar de forma voluntária. Toda a decisão temas suas consequências, e a decisão de alimentar a mente com informação negativa terá com certeza consequências.

Não defendo a ideia de que devemos andar desinformados, de todo. Informação é poder! E aproveito este artigo para agradecer aos jornalistas todo o brilhante trabalho que têm desenvolvido.

Sou apologista da organização do tempo (agora demasiadamente ”disponível), e da organização mental recorrendo a esse tempo. Ou seja: será que é benéfico para mim passar o dia inteiro a consumir informação sobre a Covid-19? Será que posso organizar o meu tempo e a minha mente recorrendo a outro tipo de informação, como por exemplo lendo um livro ou aprendendo uma nova competência?

Temos neste momento uma enorme possibilidade para investir na nossa melhor versão. Quem desejamos ser quando tudo isto passar? Que tipo de pessoa/profissional? Comecemos então a trabalhar nessa nova versão já hoje, alimentando a nossa mente com informação provinda das mais diversas origens, não só conectada com a Covid-19 mas também com outras áreas que nos ajudem a melhor ultrapassar tudo

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