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Solário: 4 pontos que tornam a questão mais duvidosa

Solário? 4 pontos que tornam a questão mais duvidosa

Solário? O melhor é optar pelo verdadeiro sol… Já lhe falamos dos riscos associados ao bronzeamento artificial que é conseguido nos solários.

Mas mesmo refutando os mitos e feita uma grande aposta na ideia de um bronze demorado, o certo é que nem tudo é culpa de quem consome

1 – Falta de informação

Segundo um estudo publicado pela DECO, que envolveu 25 solários, de Lisboa e do Porto, publicado na revista Teste Saúde, os profissionais que trabalham nos centros de bronzeamento artificial nem sempre cumprem a sua função.

Não aconselham os seus clientes acerca do tempo de exposição, uso de cremes e cuidados a ter antes e depois de cada sessão de solário e não os questionam quanto ao seu historial clínico.

“Saber a história clínica dos utilizadores é muito importante, pois há situações que representam contraindicações absolutas. As grávidas não podem fazer solário, devido a uma possibilidade de alteração do ADN. Quem está a tomar medicamentos pode sofrer reações tóxicas. Lúpus eritematoso, herpes ou porfíria impedem também a utilização de solários”, alerta Carlos Resende, dermatologista citado pelo Público numa reportagem sobre o tema.

É que ainda que a OMS obrigue estes centros a informar os seus utilizadores de todos os danos que podem ser provocados pelos raios ultravioleta e até proíba a sua utilização por parte de menores, as regras nem sempre são cumpridas e há até espaços em que o uso de óculos de proteção é ignorado pelos clientes sem que nada seja feito.

O problema vai além-fronteiras e alguns países já declararam guerra às cabines de bronzeamento. Exemplo disso é a Austrália, que os proibiu completamente, e a França, que está a fazer de tudo para que em 2017 o solário desapareça de vez, ainda que mais de 20.000 postos de trabalho dependam deste negócio. Já no outro lado do oceano, nos Estados Unidos, onde a prática é muito famosa, estima-se que, por ano, 3.000 lesões estejam relacionadas com a utilização do solário

2 – Falta de acompanhamento dermatológico

É preciso “hidratar muito bem a pele e proteger-se do sol. A par disso, importa não frequentar mais solário para não acumular mais danos na pele”, recomenda o especialista.

Quando o problema passa pelo aparecimento de manchas, é necessário visitar um dermatologista. Assim se atenua o problema através de lasers e ácidos (que muitas vezes deixam grandes cicatrizes para recordar o susto).

3 – Risco de cancro? Não acontece só aos outros

No caso do cancro, o desfecho da história depende muito de si. “Na maioria dos casos, a resolução é cirúrgica. Quando detetado precocemente e tratado, o cancro de pele é curável em mais de 90% dos casos. Daí a importância do autoexame da pele. Tal exame consiste numa avaliação mensal de toda a pele, com a ajuda de espelhos, familiares ou registo fotográfico. Ainda, importa estar atenta ao aparecimento de algum sinal novo ou à modificação de algum já existente”, aconselha a dermatologista.

4 – Não, o bronze natural não a protege

Se é naturalmente bronzeada, não pense que estas palavras não são para si! É verdade que as pessoas de fotótipos baixos, com pele e olhos claros, sardas e cabelos loiros ou ruivos, encaram riscos acrescidos. No entanto, essas são também quem melhor se protege do sol, por não o suportarem tanto.

“Os morenos também se devem proteger e estar atentos à sua pele, pois como não têm queimaduras acabam por facilitar mais e expor-se mais aos fatores de risco”, diz a dermatologista.

“É necessário clarificar que todas as pessoas, mesmo que tenham um tom de pele mais escuro e se bronzeiam com facilidade, estão em risco de terem cancro de pele se utilizarem solários”, reforça João Maria Silva.

Em vez disso, por que não optar por um autobronzeador em casa? Bem aplicado e com a devida orientação antes de o comprar, pode ser a solução para ganhar ‘uma corzinha’. Percorra as imagens da galeria acima e saiba como garantir uma aplicação perfeita


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