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Derrube já os mitos da proteção solar

As dúvidas sobre a boa proteção solar repetem–se de ano para ano? Derrubamos os mitos mais comuns para que este ano não hajam dúvidas!

protetor solar

As dúvidas sobre a boa proteção solar repetem-se de ano para ano? A Women’s Health selecionou alguns dos mitos mais comuns. Pedimos ao dermatologista Vasco Coelho Macias, da Clínica IN, em Lisboa, para nos ajudar neste tira-teimas!

1 – O uso constante de protetor solar afeta a nossa capacidade de obter vitamina D. Tal acontece seja ao longo de todo o ano ou nas várias aplicações que se fazem na praia

Verdade… embora controverso.

“A vitamina D pode ser obtida através da alimentação ou da produção cutânea. Esta última depende de vários fatores, como a latitude, estação do ano, hora do dia, superfície corporal exposta, idade, índice de massa corporal e uso de protetor solar. Teoricamente, ao bloquearem a radiação ultravioleta B (UVB), os protetores solares podem interferir com a capacidade de síntese cutânea de vitamina D. Mas na prática são poucos os que utilizam uma quantidade suficiente de protetor solar. Ou seja, que a repliquem regularmente em todas as superfícies expostas. Só assim o produto seria capaz de bloquear toda a radiação UVB. Como tal, o efeito da utilização de protetor solar na síntese de vitamina D não será significativo.

Ainda, os protetores solares químicos não são imediatamente eficazes no bloqueio da radiação ultravioleta (demoram cerca de 30 minutos após a aplicação). Tal significa que, neste intervalo, a pele tem a oportunidade de produzir a quantidade necessária de vitamina D (são apenas necessários cerca de 15-20 minutos de exposição solar diária para a produção de níveis suficientes de vitamina D).

Importa também salientar que a exposição solar prolongada e desprotegida ao sol não garante valores adequados de vitamina D, uma vez que a sua produção não tem uma relação diretamente proporcional com o tempo e a intensidade da exposição solar. Pelo contrário, está profusamente comprovado que a exposição solar prolongada aumenta significativamente o risco de cancro cutâneo e, como tal, deve ser dada prioridade a uma dieta rica em vitamina D (salmão, sardinha, arenque, cavala, gema de ovo e alimentos enriquecidos) como forma de obtenção de vitamina D”.

2 – Alguns filtros químicos usados na composição de um protetor solar, como o metoxidibenzoilmetano, podem afetar negativamente o nosso sistema hormonal.

Mito.

“O butil-metoxidibenzoilmetano (comummente designado por avobenzona) é um filtro solar frequentemente utilizado na composição de diversos protetores solares e considerado seguro pelas autoridades americanas e europeias. Estudos in vitro e in vivo comprovaram a sua segurança e a ausência de efeitos hormonais”, refere o dermatologista.

3 – Quanto maior for o fator de proteção solar (FPS) num protetor solar, melhor.

Verdade.

“O FPS é uma medida da proteção conferida pelos fotoprotetores contra a radiação ultravioleta B (UVB). É responsável pelas queimaduras solares e contribui para os cancros de pele. Apesar de a relação entre o índice de FPS e a proteção conferida não ser diretamente proporcional, aqueles com maior índice de FPS garantem maior proteção.

Importa salientar que nenhum fotoprotetor, independentemente do seu FPS, é capaz de bloquear toda a radiação ultravioleta. Nem tampouco de permanecer eficaz mais de duas horas sem reaplicação. É importante acrescentar que o FPS é apenas uma medida da proteção contra os UVB, não dando informação acerca do nível de proteção oferecido contra os outros tipos de radiação que podem ser igualmente nefastos para a nossa saúde e segurança”

4 – Os protetores solares com filtros físicos (minerais) são melhores para a nossa pele e saúde do que os proterores solares com protetores químicos

Verdade

“Os protetores solares que contêm apenas filtros físicos, contrariamente aos químicos, não são absorvidos pela nossa pele. Em vez disso, ficam à superfície, onde refletem a radiação ultravioleta A e B. Pelo facto de não serem absorvidos, estes protetores solares têm menor risco de causar alergias ou irritações cutâneas. Tal acontece especialmente nas peles mais sensíveis, como crianças. Além disso, estes filtros solares são eficazes imediatamente após a aplicação, não sendo necessário esperar, como com os filtros químicos”.

5 – Além da radiação solar, a luz azul dos dispositivos móveis e os infravermelhos também podem causar rugas e manchas. Mas o uso diário de protetor solar não é capaz de o combater

Mito

“A luz azul é uma luz visível, de alta energia, presente na radiação solar. É o também na radiação emitida pelos dispositivos móveis digitais, televisões e lâmpadas LED. É capaz de penetrar na pele até níveis mais profundos do que a radiação UVA e UVB. Tal induz a produção de radicais livres e o aparecimento de manchas. A radiação infravermelha, apesar de invisível, é também capaz de penetrar na pele provocando. Consequentemente, formam-se radicais livres que lesam as fibras de colagénio, causando envelhecimento precoce.

Os protetores tradicionais não serem capazes de proteger a pele contra os efeitos deletérios destas radiações. Felizmente, existem diversos produtos capazes de o fazer. Além dos filtros solares de última geração, a presença de antioxidantes são a chave para uma proteção eficaz. Os filtros de luz azul e o modo noturno dos gadgets são também uma forma de minimizar a exposição à radiação azul”.

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