Menu
Inicio Living Os segredos de Sofia Ribeiro

Os segredos de Sofia Ribeiro

Aos 34 anos e com uma história de vida inspiradora, Sofia Ribeiro é capa da Women’s Health de outono, uma edição despida de preconceitos e ideais de beleza.

Há histórias que se escrevem de forma gradual, consciente e planeada. E há histórias cujos capítulos surgem repentinamente, mudam todo o enredo até então idealizado e requerem uma narrativa que tem de ser pensada dia após dia, sempre na incerteza do caminho a seguir. Podemos dizer que a história de Sofia Ribeiro é assim, inesperada e, ao mesmo tempo, inspiradora.

“De um dia para o outro tudo muda”, conta à Women’s Health a atriz. E foi parte dessa mesma história repentina (e recente) que Sofia Ribeiro partilhou na edição de outono da Women’s Health, que chega esta quinta-feira, dia 4, às bancas e que se enquadra no movimento internacional Naked Issue – que vem, este ano, acompanhado por um inquérito mundial, no qual Portugal participou, sobre a mulher, o corpo e a nudez.

Em sinergia com edições internacionais da revista, a atriz é a capa da edição de outono da Women’s Health e deixou-se fotografar despida de roupa, de preconceitos, de especulações. E foi assim que as confissões surgiram. “Sou uma mulher que procura, cada vez mais, viver de forma descomplicada tudo o que esta vida me propõe. Tirei peso de mim, das minhas costas”.

“Tudo mudou e o meu corpo também”
Outono women's health
Women’s Health outono – a partir de dia 4 de outubro já nas bancas

O cancro e aceitação

“Vi que ele falava, mas não o ouvia. Sabia que o médico me estava a dizer que o caroço que tinha era, afinal, um cancro, mas só sentia o barulho ensurdecedor. Como um rádio mal sintonizado, o que me chegava era tudo o que não queria saber”. Estas são das primeiras palavras que Sofia escreve no seu livro ‘Confia’ [Matéria-Prima Edições] e, claro, o cancro não poderia deixar de ser tema de conversa nesta entrevista (que pode ler na íntegra na revista).

“Ainda não sei dizer na totalidade e ao certo o que mudou em mim e o que aprendi com esta situação em particular [o cancro]. Seria bom, mas não é tão linear. Ainda estou a tentar perceber, descobrir e sinceramente acredito que assim será enquanto por cá andar”, diz à Women’s Health a atriz, que completou 34 anos esta semana.

Além da queda de cabelo – que Sofia fez questão de filmar e partilhar nas redes sociais -, as mudanças corporais à boleia do cancro foram também uma realidade, realidade essa nem sempre fácil de lidar.

“Tudo mudou e o meu corpo também. Acordares a dado momento cinzenta, inchada e sem um único pelo na cara abana qualquer pessoa. Olhar ao espelho e não me reconhecer, a roupa não me servir, os pés não me entrarem no calçado… de um dia para o outro tudo muda”, revela Sofia.

Apesar de confessar que “já deixei de me amar a mim e, consequentemente, ao meu corpo”, Sofia garante que o seu “foco não era o aspeto”, mas sim a “saúde ou o recuperar dela”. E o exercício físico e a alimentação saudável foram fundamentais para a atriz.

 

O olhar (e a pressão) de terceiros

Com o mote ‘Corpo de Mulher Real’, a Women’s Health de outono lança o movimento #oMeuCorpo, uma iniciativa que apela à aceitação dos corpos tal como são, numa ode à aceitação, à partilha e à união entre mulheres. Sem filtros, sem preconceitos, sem ideais de beleza predefinidos.

“Fui gozada em miúda por ser a Olívia Palito da escola. Cheguei a vestir duas calças de cada vez para parecer mais gordinha. Depois cresces e és gozada ou atacada porque estás mais gorda ou com celulite. E depois vem a vida ensinar-te que mais importante do que a imagem que os outros têm de ti é a forma como nos sentimos nem na nossa pele”, confessa.

Tal como o inquérito mundial que a Women’s Health realizou revela, a crítica – e também a autocrítica – é um dos aspetos que mais afeta o bem-estar emocional da mulher. E, por vezes, são as próprias mulheres a apontar o dedo em riste umas às outras.

“As mulheres devem unir-se mais, ponto. Apregoamos muito esta coisa do girl power, de juntas somos mais fortes, mas a verdade é que, na maior parte das vezes, somos nós as mulheres a criticar e a atacar as outras mulheres. A união, a meu ver, não deve ser uma bandeira que é giro defender porque está na moda. Ou porque é porreiro dizer-se que é feminista”.

“já deixei de me amar a mim e, consequentemente, ao meu corpo”, Sofia garante que o seu foco “não era o aspeto”

Percorra as imagens acima e fique a par de algumas curiosidades sobre a atriz.

Leia também:

https://www.womenshealth.pt/iniciativas/health-fest-treinos-workshops-e-musica-no-festival-da-mens-e-womens-health/

Brand Story