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Síndrome pós-férias? Conheça os sintomas

Veja como resolver os conflitos que a levam a sofrer de ansiedade e tristeza no regresso à rotina, depois das férias. No caminho, seja menos sedentária!

Ainda que não esteja catalogada como uma doença mental, calcula-se que a síndrome pós-férias afete mais de 50% das pessoas. Ao longo das próximas semanas a vida vai voltando ao normal depois das férias e trata-se de um período de adaptação. Quem sofre mais com esta fase do ano pode sentir alguns sintomas como cansaço, tristeza, alterações do sono, irritabilidade, angústia e até ter alguns problemas de concentração e de perda de apetite.
Esta pode ser uma situação de tal forma agressiva que, o regresso ao trabalho, se está a converter num problema efetivo da sociedade atual.

Para tentar minorar os efeitos do término das férias, muitas são as pessoas que já se começam a mentalizar do regresso, mesmo antes de acabar o período de descanso. Respeitar as horas de sono, moderar o consumo de álcool e de cafeína, seguir uma dieta equilibrada ou começar a praticar algum desporto com especial enfoque em exercícios de relaxamento, são boas formas de lidar com a situação.

Ainda assim, os especialistas advertem para o facto de que estes métodos só acalmam a situação, mas não funcionam como uma solução ativa e eficaz. Então, o que podemos fazer para acabar com esta síndrome? Para acabar com o problema de uma vez por todas, a WH falou com María Ibáñez e Jesús Jiménez, que se dedicam ao estudo da psicologia e que escreveram o livro “Aprende a resolver lo que te hace sofrir“, um manual prático no qual explicam conceitos necessários para abordar, entre outas situações, o sofrimento pós-férias.

“Os sintomas surgem quando volta a ter contacto com as circunstância stressantes ou desagradáveis que ficaram por resolver antes de ir de férias, é uma resposta emocional”, defendem os especialistas. Por isso, as verdadeiras causas desta síndrome são os conflitos latentes. E isto não acontece apenas quando regressa ao trabalho, sendo que alguns sintomas podem ainda afetar a rotina familiar.

Como resolver a situação? A chave está justamente aí: na resolução. Não se conforme, porque, assim, “vai-se resignando e a vida, pouco a pouco, perde a intensidade e a vitalidade”, explicam Ibáñez e Jiménez. Por isso, tal como acontece com outros conflitos psicológicos, o que vai fazer esta situação acalmar é compreender as suas causas e os seus efeitos.

Encontrar a origem do problema

Assim, o primeiro passo deve ser analisar com calma qual é o foco exato do mal-estar. “Muitas vezes as pessoas que acodem às nossas consultas dizem que não gostam dos seus empregos, de um modo geral, mas não sabem identificar exatamente o que é que desgostam. Depois de uma análise mais extensa, algumas pessoas chegam à conclusão de que não gostam do trabalho porque não lhes dão diretrizes claras ou porque não se sentem valorizados, porque têm uma má relação com algum colega ou até por autoexigência imposta, que se converta numa fonte de stress constante”, continuam os especialistas.

Uma vez localizada a origem do problema é preciso descobrir os obstáculos psicológicos que impedem a mudança. O medo de dizer que “não” e de ter firmeza, ou até ceder são algumas das constantes. E essa mudança deve ocorrer com base em princípios de respeito pelos outros e com vontade de aprender.


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