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Sexo todos os dias é benéfico? A resposta pode surpreendê-la

“Ter muito sexo mau não vai fazer ninguém feliz nem vai fazê-la sentir-se satisfeita”. A quantidade e a qualidade do sexo são dois fatores a ter em conta na hora H

Nos dias que correm, o sexo é muito mais do que um ato de procriação. Faz parte da vida de um casal e pode, muitas vezes, ditar a saúde (e continuidade) de uma relação. Apesar de cada casal ter a sua dinâmica própria, a intimidade é algo essencial, isto porque a quantidade de sexo está intimamente ligada aos níveis de bem-estar das populações.

A questão da frequência é algo que devemos ter em consideração, até para percebermos a partir de que momento é que já passou demasiado tempo sem ter relações sexuais. Mas não é o único fator a ter em conta.

Sarah Hunter Murray, especialista em desejo sexual, vem agora explicar que a chave não está na quantidade. Isto, porque, diz, a pessoa deve pensar mais na qualidade do que na quantidade. Se o objetivo é sentir-se bem, de que lhe serve ter sexo todos os dias, se não sente satisfação?

 

O que diz a ciência?

Um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behaviour, que contou com a participação de mais de 26.000 norte-americanos, analisou os hábitos destas pessoas entre 1990 e 2014. Nesta pesquisa, as mais de vinte mil pessoas afirmaram, em média, ter sexo 54 vezes por ano, o que equivale, aproximadamente, a uma vez por semana.

Esta investigação chegou ainda à conclusão de que as pessoas têm agora menos sexo do que o que tinham nos anos 90 do século XX. Isto, segundo os investigadores, pode ser explicado pelo facto de as pessoas cada vez menos estarem numa relação e, mesmo os casais casados, revelam ter menos relações.

Este estudo descobriu ainda que o principal fator que influencia este declínio é a idade, dado que os millenials, quem nasceu na década de 90 do século XX, tendem a ter menos sexo do que as gerações anteriores.

Ora, de acordo com um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, os níveis de felicidade aumentam em pessoas que relatam ter sexo uma vez por semana e tendem a diminuir quando as relações íntimas aumentam. Este estudo, de 2015, conclui que, mesmo para quem está numa relação, a frequência com que tem relações sexuais não é um fator significativo quando pensamos no estado generalizado de bem-estar.

 

Mas… Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Sim, a qualidade do sexo importa, mas a quantidade de vezes que é praticado também. Já aqui vimos que fazer sexo uma vez por semana denota níveis de satisfação elevados, mas a partir daí, o benefício retirado de cada ato sexual diminui. Pelo menos é o que dizem os investigadores de Toronto.

Sarah Hunter Murray afirma que, apesar de a frequência com que temos sexo ser a medida mais fácil para comparar a nossa vida sexual com a dos nossos pares, “ter muito sexo mau não vai fazer ninguém feliz nem vai fazê-la sentir-se satisfeita”.

A especialista continua ao explicar que é importante “reconhecer que as razões pelas quais não estamos a ter sexo interessam mais do que a periodicidade em que estamos a tê-lo”.

Nesse sentido, estar a desinteressar-se pela sua cara-metade pode ser um dos motivos pelos quais a vossa vida sexual está a decair. Mas não entre já em pânico, existe uma série de outros fatores que podem estar a fazê-los afastar-se.

Experimente deixar as preocupações em casa e tirar um fim de semana romântico, a dois, para reacender a paixão. “É importante lembrar-se de que ter sexo bom e satisfatório, mesmo que seja uma vez ao mês, ou até menos, é preferível a ter sexo uma vez por semana quando não está a conseguir alcançar o prazer sexual ou o sentimento de intimidade”, conclui a autora.

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