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Será que treinar em jejum queima mais gordura? Explicamos tudo

O jejum tem estado na moda, mas nem sempre parece ser a melhor opção. Saiba se é o seu caso.

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Ora, depende. Segundo Bruna Silva, nutricionista no Holmes Place Amoreiras (Lisboa), “o pressuposto por detrás desta estratégia é de que quando praticamos exercício após uma noite de jejum perdemos uma maior quantidade de gordura. Porém até agora esta ideia é apenas teórica”, pois “a evidência é escassa no que respeita à maior perda de massa gorda, comparativamente a quando se pratica exercício após comer”.

Passemos à explicação: “No nosso tecido muscular, temos reservas de energia constituídas por hidratos de carbono, com o nome de glicogénio muscular. Quando acordamos, as nossas reservas estão mais vazias e, ao tomarmos o nosso pequeno-almoço, vamos aumentá-las. Se formos treinar de seguida, iremos utilizar a energia que armazenamos da refeição que fizemos. Porém, ao treinarmos após uma noite de jejum, não repomos e/ou aumentamos as nossas reservas energéticas, obrigando o nosso organismo a procurar energia noutros tecidos. E é neste momento que entra a massa gorda. Se, em vez de gastarmos as reservas que temos na nossa massa muscular, começarmos a mobilizar a gordura para obter mais energia, à partida, iremos ‘gastar mais gordura’ e, por isso, reduzir o peso à conta da massa gorda. Por outro lado, se ingerirmos alimentos antes do treino, não iremos necessitar de recorrer às nossas reservas de gordura, havendo, por isso menos gasto da massa gorda”.

Em teoria, continua, “esta estratégia seria ideal para quem procura perder massa gorda”, porém, a ciência tem demonstrado que “mais tarde, no mesmo dia, essa utilização será compensada com uma maior utilização dos hidratos, anulando o potencial teoricamente criado de perda de gordura” ao treinar em jejum.

Antes de entrar em modas ou loucuras, pense bem. Para quem nunca treinou em jejum, a nutricionista deixa um alerta: “Não terá nenhum benefício nisso e poderá mesmo ter consequências graves como hipoglicemias ou episódios de hipotensão”. E fica, claro, uma recomendação: “Se for ingerir alimentos antes de treinar, opte por alimentos de rápida absorção”.

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