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Ser ou não ser tendência?

Ser ou não ser tendência?
Inês Santos Alves

Escrever para uma revista como a WH é ir muito além do treino. Quando esta revista, que sigo fielmente por crer que encara e retrata a Mulher de forma abrangente, nos seus mais diversos papéis sem nunca a limitar em nada (amém!), me pediu para escrever sobre moda e tendências fiquei a pensar. Primeiro agradeci. Depois fiquei a pensar.

É difícil escrever-se sobre moda atualmente. A informação chega das mais variadas plataformas e a moda tornou-se, a meu ver, uma apropriação de estilo que se multiplica – é mais subjetiva mas passa a plural pela repetição (basta olhar para as contas de Instagram e perceber quão inspiradoras podem ser a ponto de tornar um objeto ou produto em… tendência, que fácil e rapidamente passa a “moda”).

A moda como a conhecemos é hoje mais transversal, mas também mais autêntica. Ou pelo menos é assim que acho que devemos entendê-la.

Se me perguntassem qual a tendência para este inverno antes de citar algum produto – roupa ou acessório – eu diria, e direi, seres TU própria. Conheceres-te, conheceres as tuas potencialidades, aquilo que te distingue, o que faz de ti melhor, aquilo que podes trabalhar, limar, multiplicar. E quereres para ti uma versão melhor de ti própria – dentro e fora. Isto vai ajudar-te a escolher melhor por entre o que vem dessa bola de informação gigante.

Especificando: está out querer ter o que a vizinha do lado tem só porque sim; antes de querer, vale a pena perguntar-se: será que me assenta bem? Será que reflete a minha personalidade (o estilo é um reflexo da nossa personalidade, sempre!), será que passa a mensagem que eu quero passar? Será que ‘sou’ eu?

Também está totalmente out – e ainda bem – comprar só por comprar. As compras hoje devem ser mais conscientes e vale a pena investir em materiais melhores em peças intemporais para depois cometer uma ou outra loucura numa peça mais tendência – sim, a loucura ainda é possível, não sejamos fundamentalistas com estas coisas da sustentabilidade! Importa o equilíbrio. Trocar. Reutilizar. Revender. Doar. Fazer chegar o que já não usamos a quem use, a quem queira, a quem precise. Mas continuam a existir coisas para se comprar. E ainda bem – a economia agradece.

Em contrapartida, está totalmente in que nos inspiremos naquilo que consideramos serem bons exemplos de estilo, querer um determinado tipo de roupa ou calçado que gostamos – em termos de moda vale a pena perceber se o fitting será o correto para nós! -, mas a inspiração – sem ser cópia – é totalmente saudável e recomenda-se.

Por isso, inspirem-se, reutilizem, doem e comprem! Sem culpas, mas em consciência.

 

Por

Inês Santos Alves,

Instagram @ineslisboncover

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