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Sem desculpas. Aprenda a cuidar da sua saúde mental

A saúde mental vive tapada por um lençol de aparências e as consequências podem ser devastadoras. Aqui vamos ensiná-la a cuidar da sua.

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A saúde mental é o “estado de bem-estar no qual um indivíduo realiza as suas próprias habilidades, pode lidar com o stress normal da vida, trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir para a sua comunidade”. A definição é da Organização Mundial da Saúde que, de ano para ano, tem trazido a saúde mental para o centro das atenções. “A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

A chegada desta pandemia fez-nos parar e pensar mais em saúde mental. Mas, na verdade, este deveria ser um hábito diário, independentemente de confinamentos, de alterações de hábitos e da iminência de uma nova crise económica. Afinal, se nos preocupamos com o bem-estar físico e com a ausência de sintomas ‘palpáveis’, porque não fazemos o mesmo com a saúde mental? Porque acreditamos que isso é uma fragilidade. E não podíamos estar mais enganadas.

“Acreditamos muitas vezes que a nossa saúde mental vem de coisas das quais, na verdade, não vem. Achamos que a nossa saúde mental vem do reconhecimento profissional, por exemplo. Mas, enquanto sociedade, nem pensamos em saúde mental, pensamos em sentirmos-nos bem ou mal, só isso”, explica a psicóloga Diana Gaspar, especialista em Psicologia Positiva. Apesar de a saúde mental estar a ganhar algum destaque no debate público, “há um grande caminho a fazer em relação à importância e consciencialização do que é a saúde mental”, continua a especialista. O aumento da venda de ansiolíticos e antidepressivos em Portugal é um sinal claro de que algo de errado se passa. Não só com a saúde mental das pessoas, mas também com a avaliação médica que é feita, alerta.

Um objetivo como qualquer outro

Uma das principais barreiras para uma mente saudável – e para que seja um objetivo, tal como ter o corpo tonificado, ter saúde e ser bem-sucedida – está na falta de aprendizagem, seja a nível escolar ou familiar. É necessário ensinar aos mais novos (os adultos do futuro) que todos os estados emocionais são importantes, que sentir tristeza é tão válido como sentir alegria, que cada lágrima tem a mesma importância de cada sorriso.

“Quanto mais escondemos a tristeza, mais ela nos persegue, o mesmo acontece com o medo. Seria importante uma cultura, uma educação onde houvesse espaço para tudo. Onde teríamos de nos sentir bem e para isso teríamos de lidar com todos os estados emocionai. A tristeza, a raiva, a zanga. Só assim teremos recursos para ultrapassar tudo”.

“Quanto mais escondemos a tristeza, mais ela nos persegue, o mesmo acontece com o medo”

São vários os fatores que podem interferir com o estado emocional e a saúde mental de cada pessoa. Mas o primeiro passo cabe a nós mesmas. Seja na avaliação do que nos faz bem ou na capacidade de parar de julgar as opiniões dos outros. E se há um aspeto que a Covid-19 nos ensinou é que cada atitude nossa tem impacto no nosso mundo e no mundo dos outros.

Contra isto, descompliquemos. Porque falar de saúde mental é falar de:
  • Capacidade de adaptação a novas circunstâncias de vida/mudanças.
  • Superação de crises e resolução de perdas afetivas e conflitos emocionais.
  • Ter capacidade de reconhecer limites e sinais de mal-estar.
  • Ter sentido crítico e de realidade mas também humor, criatividade e capacidade de sonhar.
  • Estabelecer relações satisfatórias com outros membros da comunidade.
  • Ter projetos de vida e, sobretudo, descobrir um sentido paraa vida.

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