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Se vai pesquisar sobre os seus sintomas, eis como o fazer corretamente

Eis como detetar informação médica falsa – e como parar de se assustar enquanto faz a sua pesquisa.

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Se a primeira coisa que se faz quando espirra ou tem uma dor de cabeça é ir à Internet pesquisar para tentar descobrir o que se passa, pode dar-se mal. Estudos sugerem que cerca de 90% dos pacientes pesquisam no Google os seus sintomas antes de falarem com o seu médico.

Mas, é claro, nem tudo o que encontra online é verdade. Os especialistas em saúde mental reconhecem agora a “ciberconferência” – pesquisas repetidas e compulsivas na Internet para obter informações médicas que podem levar à preocupação e ao pânico – como um fenómeno real e preocupante.

As pesquisas erradas no Google também podem ser uma fonte profunda de frustração para médicos e outros prestadores de cuidados de saúde que dizem passar um bom pedaço do seu tempo com pacientes a lidar com conselhos de saúde imprecisos e autodiagnósticos.

Então como pode ter a certeza de que está a usar o “Dr. Google” eficazmente? Aqui estão cinco boas práticas simples a ter em mente:

01/ Comece pelos sites das principais organizações de saúde, universidades e hospitais

Informações de saúde imprecisas estão, evidentemente, por toda a Internet. No ano passado, Vivek Murthy, cirurgião geral nos Estados Unidos da América, identificou a desinformação como uma crise de saúde pública – uma crise que levou muitas pessoas a escapar às vacinas Covid-19 e às políticas de máscara. Antes da pandemia, a desinformação sanitária contribuiu diretamente para surtos de sarampo em partes dos EUA.

Uma das formas mais simples de construir aquilo a que Murthy e outros líderes de saúde pública chamam “literacia de informação” é apenas iniciar a sua pesquisa com fontes bem conhecidas (DGS, OMS). Muitos hospitais e universidades também têm sites com informações de saúde baseadas em provas científicas – por exemplo, a Mayo Clinic (que permite pesquisar por condições e tem um verificador de sintomas).

02/ Pesquise por estudos científicos

É maravilhoso que tanta investigação esteja agora diretamente disponível online, muitas vezes sem subscrição através de um local como o PubMed (a principal base de dados para artigos científicos). Mas nem todos os estudos são criados de forma igual.

Procure algumas noções básicas que possam ajudar a indicar se um estudo é fidedigno: foi publicado numa revista científica? Isso significa que foi examinado por outros peritos na matéria em termos de qualidade e exatidão. Em caso afirmativo, qual a revista? Como era o tamanho da amostra? Quais foram as limitações apontadas pelos autores do estudo? São transparentes sobre as questões que a sua investigação não pode abordar? Quem financiou a investigação? E os investigadores revelaram algum conflito de interesses?

03/ Verifique como a sua pesquisa a está a fazer sentir

Se estiver a pesquisar sobre os seus sintomas e a ficar realmente stressada, isso é uma bandeira vermelha imediata. Em vez de entrar em pânico, estenda a mão a um profissional de saúde que possa ajudar a dar respostas.

04/ Mantenha-se a par de quaisquer fontes que encontre e queira discutir

À medida que avança na sua pesquisa na Internet, não se esqueça de anotar os artigos ou sites que visita. Se um determinado estudo for de interesse, guarde-o. Desta forma, quando for ao seu médico, leva uma lista de links que podem ser discutidos em conjunto.

O seu prestador de cuidados de saúde deve estar aberto a falar consigo sobre qualquer pesquisa que mencione.

05/ Em caso de dúvida, fale com um prestador de cuidados de saúde real

No final de contas, nada melhor do que ir a um médico, enfermeiro ou clínica de saúde (pessoalmente ou virtualmente!) para obter respostas às questões e preocupações de saúde que tem.

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