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Se está grávida, saiba o que mudar na sua rotina de beleza

Posso pintar o cabelo? E fazer depilação a laser? Então e o gelinho? Estas não devem ser as primeiras questões que lhe passam pela cabeça, mas também importam esclarecer.

grávida

Quando uma mulher engravida, passa por várias alterações fisiológicas que merecem a sua atenção. Por vezes, obrigam a pequenas alterações ou cuidados que não teria de ter noutras fases da sua vida.

A Women’s Health falou com a dermatologista Catarina Vilarinho, e esclarece algumas questões que passam pela cabeça de muitas grávidas.

Posso pintar o cabelo?

“Isso é muito controverso, pois não há evidência científica que mostre riscos, mas também não há evidência científica que mostre o contrário. Na realidade, todas as tintas capilares têm químicos, em mais ou menos quantidade. Depois temos as tintas vegetais, só que também não pintam da mesma forma”, começa por explicar a especialista. A circulação sanguínea na gravidez está aumentada e havendo mais vascularização, “há maior risco de penetração e absorção sistémica dos químicos, diz a especialista que dá consultas em Braga e Guimarães.

Por norma, não aconselho a pintura no primeiro trimestre. Se a mulher quiser pintar o cabelo na gravidez, é um risco que deve tomar sozinha, mas é melhor que o faça com tons mais claros, pois têm menos químicos, ou que optem por madeixas ou nuances, pois não há contato direto com o couro cabeludo”, aconselha.

Posso fazer depilação a laser?

Durante a gravidez, é normal que haja uma maior produção depelos pelo corpo – dá-se o nome de hirsutismo –, mas regride no pós parto. Se a mulher quiser fazer a depilação nos nove meses de gestação, a cera é o método mais indicado, diz a especialista, alertando que o laser pode não ser a opção mais segura, não só porque “a pele está mais sensível”, mas
porque é um procedimento que “implica a exposição a uma luz” e “durante a gravidez não será a altura para fazer, pode perfeitamente fazer depois, pois não perde eficácia”.

Posso usar os cremes que sempre usei?

Sim, no entanto, é possível que na gravidez a sua pele fique mais oleosa e até mesmo com propensão a acne, sendo, nesses casos, importante adaptar a rotina de cuidado pessoal a esta nova condição. “Normalmente, a acne durante a gravidez até melhora, mas pode também acontecer uma acne gravídico grave e inflamatório e que implica tratamento por especialidade”, alerta a médica.

Nestes casos, a mulher “deve ter uma higiene de rosto adequada, com produtos oil-free, aplicar um hidratante”. Além disso, deve consultar um dermatologista para perceber qual o melhor plano de ação. Tudo o que são tratamentos estéticos, pellings ou botox, por exemplo, devem ser feitos apenas no pós parto. Quanto às manchas melasma gravídico – podem ser usados dermocosméticos com alguns princípios ativos como a vitamina C. Tais opções são seguras e previnem e aclaram as manchas, porém, a proteção solar é essencial na gravidez.

É boa ideia fazer gelinho ou colocar unhas de gel?

As unhas também se alteram pelo estado gravídico. Tendem a crescer mais rápido, mas tanto podem ficar mais fortes e grossas como ficar mais quebradiças e finas, ou mesmo sem brilho. Quando ficam mais fracas, é normal que a mulher tenha tendência para recorrer às unhas de gel ou gelinho. Contudo, como esses procedimentos “implicam a exposição a uma fonte de radiação ultravioleta”, cabe à grávida tomar a decisão que corre ou não o risco. É que, na verdade, diz a especialista, “não há evidência que não haja problema, mas também não há estudos que digam que é tranquilo fazer – pois, não há estudos em grávidas pelo risco de problemas no feto”. O verniz tradicional pode ser uma opção, mas deve-se optar por tons mais claros, que contêm menos químicos, ou simplesmente por um verniz fortificante farmacêutico transparente.

E o que acontece ao cabelo?

Aqui temos boas e más notícias. Ora, se “durante a gravidez o cabelo fica mais forte e espesso, não cai. Por outras palavras, há um good hair day quase constante”. Pode até ficar mais liso ou encaracolado em alguns casos. Já no pós parto, a mulher sofre uma queda acentuada de fios capilares, alerta a especialista.

Este deflúvio telogénico acontece porque “o cabelo que não caiu na gravidez vai cair no pós parto”. Isso tem a ver com os folículos pilosos e o seu ciclo, que fica alterado pelas hormonas. Por isso, é natural que a mulher se depare com uma queda acima dos 100 fios por dia.

Segundo a especialista do Centro Médico Cirúrgico de Braga, a queda de cabelo depois da gravidez é fisiológica. Não se pode prevenir. E pode “durar até 15 meses depois do parto. Algo que assusta as mulheres e as faz procurar um dermatologista”.

Adintensidade da queda de cabelo variar de mulher para mulher – e a amamentação não tem qualquer implicação nisso. A qualquer caso, o primeiro passo é “acalmar a paciente em consulta, porque já se sabia que isso ia acontecer. É previsível, é fisiológico.

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