Esqueça os genes. Viver mais depende disto!

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E se lhe dissermos que a nossa saúde depende mais das bactérias que alojamos do que dos nossos próprios genes? E que essa mesma saúde depende de nós?

A ideia pode parecer assustadora, mas é defendida por um recente estudo do Instituto Weizmann da Ciência.

Publicado esta semana na revista Nature, o estudo defende que o microbioma humano pode ser a chave da saúde… ou falta dela.

 

Bactérias x Genes. Vitória para o microbioma

Por ter uma comunidade populacional variada, os cientistas decidiram ficar por ‘casa’ e analisar 1.046 israelitas com antepassados bastante variados. Assim, sabiam que teriam uma visão mais global da realidade.

Os investigadores analisaram o estado de saúde de cada participante e todos os fatores que poderiam interferir com tal. Falamos do estilo de vida, do meio ambiente e, claro, da alimentação.

O microbioma e a genética foram também passados a pente fino.

Após cruzaram os dados, os investigadores alcançaram três conclusões que têm tanto de surpreendentes, como de positivas.

A primeira refere-se ao facto de as bactérias que temos no organismo terem um maior peso na nossa saúde do que a genética. Já a segunda revela que a genética tem um papel minoritário na composição do microbioma.

A terceira defende a capacidade de cada pessoa para ‘educar’ essas mesmas bactérias e, com isso, cuidar mais ou menos da própria saúde.

Na prática, diz o estudo, ao avaliar o microbioma é possível perceber o quão uma pessoa é suscetível a ter determinados problemas de saúde, como níveis elevados de glicose ou obesidade.

Apesar de os resultados serem promissores e abrirem portas para novas abordagens, serão necessários mais estudos para compreender este ‘poder’ das bactérias na saúde.

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