Esta é a dieta que aumenta a sobrevivência ao cancro da mama, diz a Ciência

cancro

A alimentação tem um impacto direto na prevenção (ou aparecimento) do cancro, mas também no processo de tratamento e até mesmo na resistência à doença. E é neste último aspeto que se centra um dos mais recentes estudos sobre o tema.

Levado a cabo por cientistas norte-americanos e publicado na revista JAMA Oncology, o estudo defende que comer bem é mesmo o melhor escudo protetor que podemos dar ao nosso organismo.

Trocando por miúdos, os cientistas dizem que uma dieta com baixo teor de gordura e protagonizada por frutas, vegetais e grãos integrais é meio caminho andado para reduzir o risco de morte por cancro da mama.

Mais de 48.835 mulheres foram acompanhadas ao longo de mais de oito anos pelos mentores do estudo, sendo que 20 mil foram aleatoriamente selecionadas para seguir uma dieta saudável em que o porte diário de calorias de gordura era reduzido em 20%.

 

 

Dieta boa vs. Dieta má

Embora cada pessoa reaja aos alimentos e à doença de forma muito distinta – não existem dois organismos iguais -, a verdade é que os cientistas foram capazes de notar que reduzir o consumo de gordura é mesmo a chave do sucesso.

Assim que cruzaram os dados de todas as participantes – onde incluíram o tipo de alimentação, como o cancro apareceu e o risco de morte (sendo que 516 participantes morreram durante o período de estudo) -, os investigadores concluíram que comer menos gordura reduz em 22% o risco de morte por cancro da mama, em 24% o risco de morte por qualquer cancro e em 38% o risco de morte por questões cardíacas.

Contudo, importa aqui salientar dois aspetos.

Em primeiro lugar, as mulheres que reduziram o porte calórico de gordura acabaram por aumentar a ingestão diária de alimentos de origem vegetal, fator que, por si só, tem também impacto na qualidade da saúde.

“As mulheres que receberam o diagnóstico de cancro da mama durante o período de intervenção alimentar [isto é, quando reduziram a quantidade de gordura] tiveram uma melhor taxa de sobrevivência”, lê-se no estudo.

Em segundo lugar, nem todas as gorduras são más. Embora o estudo não tenha especificado o tipo de gordura reduzido na alimentação das participantes, é certo e sabido que as gorduras trans e gorduras saturadas são um atentado para a saúde, enquanto as gorduras insaturadas são boas para o bom funcionamento do organismo.

 

Conselho WH: Comer bem dá saúde e anos de vida – e a ciência já o provou -, mas antes de qualquer mudança na alimentação consulte sempre um médico ou nutricionista.

Ads

ARTIGOS RELACIONADOS


OUTROS CONTEÚDOS GMG


Send this to friend