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Diga não às dietas e ponha a saúde em pratos limpos

Se começou a fazer contas de cabeça às dietas que já fez, sabe que não há dietas infalíveis. Há, sim, estilos de vida que nos fazem não precisar de dietas. A Women’s Health explica tudo.

‘Dietas’ é possivelmente das palavras mais ditas. Referimo-nos a ela – quase de forma automática – sempre que queremos falar de perda de peso ou ganho de massa muscular.

Mas está na hora de trocar a palavra dieta por uma expressão que traz saúde, boa forma física e longevidade. Falamos, claro, de um estilo de vida saudável, que inclui uma alimentação variada, equilibrada e consciente.

Em primeiro lugar, e uma vez que a área da Nutrição está em constante atualização, todos os anos surgem novos estudos, revisões científicas e relatórios sobre os regimes alimentares existentes e aqueles que podem estar na iminência de aparecer. Um dos principais relatórios é o da U.S. News and World Reports. No documento avalia-se as dietas com base na sua coerência e nos benefícios que poderão trazer para a saúde. No final do ano passado, elegeu a dieta mediterrânea, a DASH (dietary approaches to stop hypertension) e a flexitariana como os melhores regimes alimentares para quem quer mais saúde.

Embora deixem claro que a alimentação deve ser o mais personalizada possível, estas três dietas são vistas como a melhor base para uma alimentação saudável, variada e consciente. “Apesar das diferenças, apresentam pontos em comum. Todas dão ênfase à ingestão de uma grande variedade de vegetais, frutas, frutos oleaginosos, sementes, leguminosas, cereais integrais, tubérculos e ervas aromáticas.

Todos estes alimentos são fonte de vitaminas, minerais, fibra, gorduras ‘boas’ e proteínas”, afirma a nutricionista Inês Almeida.

Conheça melhor cada uma das três dietas apontadas.

Dieta Dash

Esta dieta, “como o próprio nome indica, foi criada com o intuito de reduzir os valores de pressão arterial. Diversos estudos demonstram que a adoção da dieta Dash pode contribuir para a redução dos níveis sanguíneos de colesterol total de colesterol LDL (‘mau’)”, refere a nutricionista Cristiana Lopes, do Hospital Garcia Horta, EPE. A especialista destaca ainda a promoção de um “elevado consumo de frutas e produtos hortícolas, principalmente os que são fontes mais ricas de potássio e magnésio”. Quanto às mudanças de estilo de vida, aponta-se a prática de atividade física regular, a cessação tabágica e a moderação de ingestão de bebidas alcoólicas.

Esta dieta, continua Inês Almeida, que dá consultas na Grande Lisboa, “limita o consumo de sal e incentiva o de fruta, vegetais, lacticínios magros, carnes magras, peixe e cereais integrais. Os alimentos processados, com alto teor de gordura, especialmente saturada, o açúcar e os refrigerantes estão eliminados desta dieta. Já o consumo de carne vermelha está limitado”.

Dieta Mediterrânea

“Mais do que uma dieta”, a alimentação mediterrânea “é um estilo de vida. Caracteriza-se pelo consumo de alimentos de origem vegetal, ovos, peixe e carnes magras. Já os laticínios devem ser de consumo moderado e o azeite usado como gordura para confecionar e temperar. Enfatiza-se o consumo de água, prática de atividade física e consumo de alimentos frescos e pouco processados”, explica Inês Almeida. A nutricionsita destaca ainda ao facto de incluir “uma grande quantidade de antioxidantes que combatem o cancro”. Note-se que, nesta dieta, o consumo de vinho é comum. Apesar disso, “não é aconselhado a pessoas que tomem determinados medicamentos ou apresentem doenças como a pancreatite”.

Para a nutricionista Cristiana Lopes, “mais do que um regime alimentar, é a forma como as refeições são realizadas. Deve-se privilegiar a realização das refeições à mesa e em família. Diversos estudos sugerem que se associa a uma maior longevidade e diminuição de desenvolvimento de diferentes doenças”.

Dieta Flexitariana

Por dim, esta dieta trata-se de “uma fusão entre o vegetarianismo com uma alimentação saudável e equilibrada. Aqui, o consumo de carne limita-se a apenas alguns dias”, diz Cristiana Lopes. A especialista acrescenta que “tem a vantagem de promover o consumo de legumes, vegetais, frutas, cereais e tubérculos.

Permite-se o consumo de peixe e carne, o que prevene défices vitamínicos e minerais importantes, como ferro e vitamina B12”. De acordo com Inês Almeida, esta dieta “dá preferência aos alimentos frescos e limita o consumo de açúcar e doces”.

Além disso, uma vez que tem uma forte base vegetal, “apresenta inúmeros benefícios. Fala-se por exemplo na redução da pressão arterial e do colesterol. Tal atua na prevenção do cancro, em especial do cancro colorretal, e da diabetes e auxilia o emagrecimento”, conclui a nutricionista Inês Almeida.

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