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Saiba como escolher o melhor protetor solar

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A oferta de protetores solares nunca foi tão variada como nos dias de hoje. Dos mais caros aos mais baratos, dos isentos de fragrância aos que prometem não manchar a roupa, o difícil é mesmo escolher. Mas há um aspeto que deve ser superior a todos os outros no que diz respeito a um protetor solar: conseguir respeitar o nosso tipo de pele.

“O protetor solar mais indicado tem de ser adaptado e personalizado ao tipo de pele, se é acneica, se tem tendência a rosácea, se tem tendência a manchas, se é mista ou oleosa, etc. Isso é fundamental”, frisa o dermatologista Luís Uva.

Depois de se saber que tipo de pele se tem e como esta se comporta perante o sol (fotótipo), importa ainda decifrar que necessidade de proteção isso aporta (algo que facilmente se consegue com uma consulta de Dermatologia). E é aqui que entra a verdadeira importância de saber qual a diferença entre os vários tipos de protetor solar à venda.

Os protetores solares físicos “refletem os raios solares e acabam por ser mais eficazes” na hora de proteger a pele. Já os protetores solares químicos são os que fazem com que a “energia entre na nossa pele e seja lá dissipada”. Existem ainda os protetores mistos, que combinam “os dois tipos de proteção” e ainda os protetores com cor, “que podem ser perfeitamente utilizados”, desde, claro, que se adaptem ao tipo de pele que se tem.

O fator de proteção solar (FPS) é um outro aspeto a ter sempre em conta, embora os números possam, por vezes, induzir as pessoas em erro. E isso acontece pela falta de explicação e pela falta de atenção à informação que está presente no rótulo (culpada?).

Mas, o que é, afinal, o fator de proteção solar? “É o tempo necessário de exposição para se ter um eritema [queimadura]”. Mais concretamente, explica, “o FPS corresponde ao grau de proteção solar contra queimaduras. Está relacionado com a dose total cumulativa de radiação UVB necessária para produzir eritema ou vermelhidão na pele”.

Segundo Luís Uva, “não se pode simplesmente multiplicar este fator por um tempo definido já que temos de ter em conta outras variáveis tais como a hora do dia, a localização geográfica, a altura do ano, etc.”.

“Importante é também alertar que um bom protetor solar deve também proteger contra a radiação UVA e não só a UVB (que é que é testada no cálculo do FPS). Esta é a radiação que mais contribui para o aparecimento de cancro de pele”.