Menu
Inicio Treino Devo ou não usar um relógio de fitness durante os treinos?

Devo ou não usar um relógio de fitness durante os treinos?

O tira-teimas que todas desejamos!

O mundo do fitness nunca mais foi o mesmo após a chegada dos wearables. Estes dispositivos inteligentes portáteis adaptam-se aos mais variados tipos de treino e às mais variadas necessidades dos atletas. Além disso, são ainda aliados na monitorização da saúde. E cada batimento cardíaco conta.

Se em tempos apenas era necessário um par de sapatilhas, uns calções e uma t-shirt para treinar, nos dias de hoje não há atleta que saia de casa sem o seu relógio inteligente de treino. E quem diz relógio, diz pulseira ou banda. A maior vantagem destes wearables desportivos “é, sem dúvida, o controlo e monitorização consciente do nosso corpo enquanto ‘máquina’, na medida em que permitem a medição dos passos/distância percorrida, número de calorias gastas, frequência cardíaca, qualidade do sono, etc.” Estes aliados fitness “permitem-nos assim determinar metas, focando-nos em números
e objetivos concretos, levando-nos a adotar atitudes que se enquadram num estilo de vida saudável ”, diz à Women’s Health a personal trainer Margarida Mègre.

“Em casos em que a existência de patologias ou limitações causam receio na prática de atividade física, estes dispositivos revelam-se uma ferramenta indispensável, pois com a monitorização constante da frequência cardíaca já é possível desafiarmo-nos dentro dos nossos próprios limites”, explica, salientando que “a monitorização da frequência cardíaca ajuda a prevenir acidentes cardiovasculares e permite que pessoas com patologias e grávidas pratiquem atividade física em segurança”.

 

O QUE DIZ O SEU RELÓGIO?

A monitorização da frequência cardíaca (FC) é um dos aspetos mais importantes na prática de exercício físico e na capacidade de perceber os limites do corpo de cada atleta. Mas para fazer um uso correto – e consciente – deste tipo de ferramenta tecnológica é preciso compreender a informação que é dada sobre o nosso coração. Deste modo, começa por explicar a especialista, por frequência cardíaca entende-se “a velocidade do ciclo cardíaco medida pelo número de contrações do coração por minuto (bpm)”. E existem três formas de avaliar o nosso coração.

A frequência cardíaca máxima, continua a personal trainer, “representa o valor máximo a atingir em esforço para um determinado indivíduo. Recomenda-se que esse limite não seja ultrapassado”. Já a frequência cardíaca em repouso “indica-nos o número de batimentos contados durante um minuto quando estamos em repouso completo. Esta deverá ser medida após acordar”. Mas há um outro tipo de informação a ter em conta: a variabilidade da frequência cardíaca”. De acordo com Margarida Mègre, esta “reflete as oscilações entre os intervalos dos batimentos cardíacos e é condicionada por vários fatores tais como: idade, sexo, posição corporal, respiração e atividade física. É um bom indicador do estado de saúde, na medida em que quanto maior a variabilidade da frequência cardíaca melhor a adaptação fisiológica do organismo e da sua manutenção”.

Mas, destes três tipos de frequência cardíaca, qual a que melhor indica o estado da nossa saúde? “A frequência cardíaca em repouso (FCrep) revela-se o melhor indicador de saúde porque, de uma forma geral, podemos afirmar que uma FCrep baixa nos adultos saudáveis é uma indicação da aptidão cardiovascular e de um coração eficiente. Um coração mais forte necessita de menos batimentos cardíacos para desempenhar a sua função de bombear o sangue para as diferentes partes do corpo. A frequência cardíaca em repouso ideal varia, nos adultos, entre 60 e 80 bpm”.

 

VANTAJOSO… MAS COM CUIDADO

“A principal função deste dispositivo prende-se com a consciencialização do nosso corpo, permitindo adaptar o treino às características de cada um e alcançar objetivos mais ambiciosos”, frisa Margarida. Contudo, “os wearables podem constituir um fator limitador, em termos psicológicos, relativamente a desportistas de alto rendimento, onde as capacidades cardiovasculares são constantemente postas à prova”.

“Em desportos como corrida, ciclismo, natação, etc., os atletas geralmente dispensam a monitorização constante para conseguirem ultrapassar barreiras atingindo resultados mais exigentes”, diz. Porém, Margarida deixa clara a importância da realização de checkups de despiste de incapacidades, “que dependem da apreciação médica”.

“Só depois deste processo é que recomendo a avaliação inicial com um personal trainer onde é feito, entre outras avaliações, uma anamnese, ou seja, um conjunto de questões que nos permitam conhecer o histórico e expectativas do aluno. É com base nesta entrevista inicial que trabalharemos em conjunto, delimitando prazos e resultados adaptados às características e objetivos de cada um sem comprometer o bom funcionamento cardiovascular”.

 

Se pretende fazer do relógio de fitness um aliado da sua rotina de treino, percorra as imagens acima e conheça alguns dos modelos mais atuais.

Brand Story