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A verdadeira relação entre o exercício físico e os neurónios

Um estudo do Hospital Geral de Massachusetts vem agora provar que, de facto, a prática de exercício físico está associada a uma maior saúde mental.

cérebro

Uma caminhada de apenas 30 minutos ou um passeio de bicicleta são atividades mais do que suficientes para aumentar a quantidade de sangue que chega ao seu cérebro. Esse sangue vai fazer com que haja uma maior oxigenação do cérebro. Assim, faz-se chegar os nutrientes de que precisa para funcionar.

Um estudo do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, vem agora provar que, de facto, a prática de exercício físico está associada a uma maior saúde mental e à diminuição da probabilidade de desenvolver Alzheimer.

Apesar de este estudo ter sido conduzido em ratos, os investigadores tencionam agora testar as conclusões em humanos.

Como funciona, ao certo?

O exercício físico, ao estimular o funcionamento do organismo, promove o crescimento de células neurais na região cerebral do hipocampo. É esta a área que controla a memória, estando, por isso, diretamente ligada ao Alzheimer. O facto de o exercício físico ter um impacto tão positivo no tratamento desta doença tem explicação. Deve-se à proteína neurotrófico derivada do cérebro, que protege as células cerebrais.

Este estudo descobriu que a neurogénese – que permite a formação de novos neurónios no cérebro – pode melhorar a função cognitiva nos ratos que sofrem de Alzheimer. Tal acontece especialmente na estrutura cerebral onde as memórias são descodificadas.

A investigação prova que o exercício físico pode ajudar a reduzir a inflamação do cérebro dos que sofrem desta doença. Assim, as novas células que nascem têm taxas de sobrevivência superiores.

A novidade assume-se ainda pelo facto de os benefícios nos animais a quem foi induzido o processo de neurogénese através de medicamentos terem sido inferiores aos benefícios verificados pela prática de exercício físico. Isto acontece porque os novos neurónios não sobrevivem em regiões do cérebro onde o Alzheimer já tinha provocado danos.

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