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Quer engravidar? Eis tudo o que precisa de saber antes de o fazer

Para ter uma gravidez tranquila e saudável há uma série de cuidados que pode ter ainda antes de engravidar.

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Agora que está pensar ser mãe, parabéns pela decisão! Prepare o corpo antes de engravidar e vai proteger o seu bebé de muitas doenças. Eis as melhores dicas para encarar esta nova fase com toda a energia, saúde e alegria!

Já disse adeus à pílula?

Boa! Agora, relaxe e sorria. Ao iniciar esta jornada da fertilidade, existem estratégias que pode (e deve) adotar para tudo correr pelo melhor. Para começar, como é óbvio, convém eliminar certos hábitos antigos que possa ter e que são prejudiciais para a fase de desenvolvimento do bebé. Nunca é demais relembrar que o tabaco pode causar infertilidade face ao efeito tóxico nos óvulos da mulher, assim como um aborto espontâneo ou parto prematuro, uma vez que reduz o fluxo do sangue da mãe que transporta nutrientes vitais para o bebé. E se o tabaco é mau, o álcool não fica atrás: bastam duas ou mais doses de álcool por dia para duplicar o risco de aborto e prejudicar o desenvolvimento do cérebro do bebé. Mas temos a certeza que não vai fazer nada disto certo? Então, vamos a isto…

Aí vem a explosão hormonal!

A gravidez é uma fase maravilhosa para qualquer mulher. No entanto, também é um momento associado a uma “explosão hormonal que começa a atuar de forma significativa, pois o estrogénio, progesterona, gonadotrofina e somatotrofina coriónica humana – as principais hormonas envolvidas – condicionam as alterações em praticamente todos os sistemas (cardiovascular, respiratório, hematopoiético, digestivo, urinário e ainda tegumentar). E nem o seu humor, autoestima e libido escapam”, explica Nelson Fernandes, personal trainer e CEO no ginásio NFGYM, na Póvoa de Varzim. Mas tudo isto é normal. E faz parte.

Prepare-se para ver o corpo mudar

Nem que seja pelo crescimento necessário do útero para acolher o bebé que passa a ocupar uma posição anterior no abdómen. E conte ainda com o aumento do peso e do tamanho mamário. Face a tudo isto, “é normal verificar-se um deslocamento do centro de gravidade ‘para cima e para a frente’. E com a distensão abdominal, haverá um estiramento e rotura de fibras musculares, associada a uma frouxidão ligamentar de todas as articulações e aumento da distância da base dos pés para compensar a mudança gravitacional e a perda de equilíbrio”, ressalva o personal trainer.

Mantenha-se consciente destas alterações e esforce-se para adotar uma postura corporal correta e promover o fortalecimento muscular para minimizar as lesões associadas a estas alterações. E já sabe, a partir do sexto mês de gravidez, “a retenção hídrica e de sódio com edema (inchaço) dos tornozelos e pés são os piores inimigos”. E como um mal nunca vem só, surge ainda a “redução da extensão das articulações e compressão das terminações nervosas que provoca fraqueza, parestesias (formigueiros) e dor. Nessa fase a elevação das pernas, os descansos associados a exercícios de drenagem postural serão fundamentais”, aconselha. Mais uma vez, tenha calma: tudo isto é normal. E faz parte da gravidez.

Sim, o coração de mãe é (mesmo) maior!

É verdade. O seu coração cresce em tamanho, pois “o volume de sangue aumenta em 40% (mas mais à custa do plasma do que das células vermelhas). Prepare-se também para o aumento da frequência cardíaca e alterações da tensão arterial (com tendência para aumentar a máxima e diminuir a mínima)”, indica Nelson Fernandes que acrescenta que “as mulheres sadias e treinadas toleram com maior facilidade estas alterações”. E como apostamos que é uma mulher Women’s Health…

Aposte nos alimentos certos

Um dos nutrientes mais importantes na fertilidade é o ferro para diminuir o risco de infertilidade ovulatória. Mas não se fique apenas pelas carnes, peixe e ovos. Maria Paes de Vasconcelos, nutricionista na Clínica Jardim das Amoreiras, aconselha a “inclusão de leguminosas, cereais integrais e até regar os alimentos com sumo de limão ou juntar uma fruta fresca para aumentar a absorção de ferro”. Em termos de gorduras, prefira o azeite (ou o abacate), “evitando os produtos ricos em gorduras de produção industrial com prazos alargados (em geral são ricos nas gorduras tipo trans) e aposte nos peixes gordos, (pelo menos 2-3 vezes por semana)”.

No que toca a alimentos ricos em hidratos de carbono, “prefira sempre os que são mais ricos em fibra (ou menos brancos) para não provocarem subidas muito abruptas de açúcar no sangue”, sugere. E entrando no campo dos laticínios, “neste momento da vida é preferível escolher os que são ricos em gordura e, de preferência, de vacas que vivem ao ar livre e que pastam erva fresca”. O motivo? “O tipo de gordura que come interfere na produção das hormonas e esta não é a melhor altura para escolher alimentos magros”, alerta a nutricionista. É daquelas que já não bebe leite há muitos anos? “Use manteiga ou queijo para contrabalançar. É que os laticínios são excelentes fontes de cálcio”.

Não fique parada

A gravidez não é motivo para deixar de ir ao ginásio. Muito pelo contrário. “Tem apenas de adaptar os seus treinos, ajustando o tempo, o modelo e os parâmetros para o exercício continuar a proporcionar-lhe o bem-estar educativo-corporal. O segredo é sentir-se segura, fortalecer os principais mús-culos envolvidos no processo e diminuir o stress e a fadiga provocados pelo aumento de peso e alterações hormonais”, diz Nelson Fernandes.

Treine, coma e descanse

Uma das formas para melhor controlar o peso é acompanhar a evolução através do Índice de Massa Corporal (IMC) anterior à gestação e da tabela de ganho de massa. O exercício físico, alimentação e descanso são três tópicos que não deve descurar. A reforçar esta ideia, a nutricionista Maria Paes de Vasconcelos, salienta que “a gestão de um peso saudável é muito importante, pois o excesso de quilos altera a produção de algumas hormonas e/ou os ciclos menstruais. Mas nem oito nem oitenta: a magreza também pode atrapalhar este momento da vida, nomeadamente por irregularidade menstrual”. O segredo está no equilíbrio.

Controle a sua saúde

Deixe-se de facilitismos. Para a Íris Bravo, assistente hospitalar de Ginecologia e Obstetrícia no Centro de Infertilidade e Reprodução Medicamente Assistida (CIRMA), em Almada, deve fazer “análises ao sangue para saber o grupo sanguíneo, detetar a existência de anemias hereditárias e as serologias para o HIV, hepatite B, Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola e Citomegalovírus”. Caso não esteja atualizada, “faça ainda uma citologia para o rastreio do cancro do colo do útero”. E aposte no ácido fólico! “Esta é uma vitamina essencial no início da gravidez, pois ajuda na formação do tubo neural, ou seja, o que vai ser a coluna e o cérebro da criança. Não interfere na capacidade em engravidar, mas é muito importante no evitar de doenças complexas do bebé”, alerta a nutricionista Maria Paes de Vasconcelos que explica ainda que em Portugal é essencial tomar iodo antes
e durante a gravidez (e durante a amamentação). “Trata-se de um mineral essencial na formação do cérebro, sendo importante no bom funcionamento das hormonas tiroideias do feto”. Agora, relaxe e desfrute desta maravilhosa aventura que vai começar!

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