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Afinal, o queijo é amigo ou inimigo da saúde?

O queijo é uma iguaria apreciada pelo mundo fora, mas têm vindo a gerar dúvidas quanto aos seus benefícios.Será mesmo o vilão da sua alimentação?

Dos que têm um sabor menos intenso àqueles que deixam a cozinha durante dias com o seu odor no ar, daqueles que são brancos da cor do leite àqueles que inclusive têm bolor, o queijo é uma iguaria apreciada pelo mundo fora, mas têm vindo a gerar dúvidas quanto aos seus benefícios nutricionais.

Os produtos derivados do leite geram cada vez mais controvérsias devido a motivos tão variados como a questão da poluição ambiental até aos efeitos práticos do seu consumo na saúde. Enquanto há quem defenda que o queijo é bom para os ossos, opiniões divergem no sentido oposto, dizendo que, ao ingerir queijo estamos a colocar-nos na linha da frente para um ataque cardíaco.

A Women’s Health falou com a Dra. Hazel Wallace para analisar esta questão à lupa e esclarecer todas as dúvidas.

 

Os benefícios do queijo

  1. Cálcio

Tal como outros produtos derivados do leite, o queijo é uma boa fonte de cálcio. Uma porção de 30 g contém o equivalente em cálcio a um copo de leite meio-gordo. Isto interessa, porque o ser humano só atinge o pico da força da massa óssea até por volta dos 30 anos e o cálcio tem um papel importante na manutenção de ossos saudáveis.

Além disso, a demanda por cálcio não termina aqui. Depois da menopausa, as mulheres necessitam de manter os níveis de cálcio elevados devido às quebras acentuadas de estrogénio que acontecem nesta fase da vida e aumentam a perda de massa óssea.

 

  1. Proteína

A proteína é um composto essencial para cada célula do corpo: é usada para criar e reparar os músculos, a cartilagem, os ligamentos, a pele, o cabelo e vários outros tecidos que compõem o organismo humano. As proteínas são também essenciais para as hormonas e para o sistema imunitário.

Um queijo cheddar de 30 g, por exemplo, contém 7-8 g de proteína, o equivalente a um ovo, o que explica o quão importante é o queijo na obtenção da proteína, especialmente para quem não come carne, peixe ou ovos.

 

  1. Vitamina B12

O queijo é uma boa fonte de vitamina B12, que é obtida exclusivamente através de produtos de origem animal seja carne, peixe, ovos ou derivados do leite. Apesar de a carne e os ovos serem os alimentos com o teor mais elevado de vitamina B 12, pesquisas mostram que o corpo absorve melhor esta substancia a partir dos derivados do leite. O queijo suíço assume aqui um papel de ouro ao ter, em apenas 28 g de queijo, a dose diária recomendada de vitamina B12.

Quão importante é a B 12? Esta vitamina está diretamente envolvida na produção de glóbulos vermelhos e é essencial para o correto funcionamento e desenvolvimento das células nervosas do cérebro. Tal como o ferro, tem uma deficiência de vitamina B12 pode levar a anemia e os sintomas também são semelhantes (fraqueza, tonturas, pele pálida, cansaço e falta de ar). Falta de B12 pode levar a danos nos nervos e a doenças do foro nervoso como depressão e demência.

 

https://www.womenshealth.pt/nutricao/tudo-precisa-saber-as-vitaminas-do-complexo-b/

 

  1. Bactérias intestinais

Os franceses têm níveis relativamente baixos de doenças do coração e de obesidade, apesar de a sua dieta incluir bastante queijo. Os cientistas dizem que o caso francês representa um paradoxo e existem várias teorias sobre o facto de a alimentação ser a chave para uma saúde de ferro.

Não só o queijo, mas também o vinho, devido aos seus antioxidantes, têm vindo a provar-se interessantes no que toca às bactérias intestinais. No caso mais concreto do queijo, existem provas de que ajuda a aumentar os componentes benéficos para as bactérias intestinais, como o butirato e o propionato.

Ainda assim, nem todos os queijos são iguais e nem todos contêm bactérias vivas, ou seja, probióticos. Em alimentos não pasteurizados e crus como os queijos, as bactérias naturais do ambiente e do leite mantêm-se ativas enquanto dura o processo de fermentação do queijo.

Note que nem todas as bactérias são boas para o organismo, como é o caso da listeria, conhecida por causar infeções que, apesar de serem raras e normalmente se resolverem sozinhas, podem colocar o sistema imunitário em risco, especialmente no caso de mulheres grávidas.

 

Não existem alimentos perfeitos e, como tal, o queijo também tem as suas desvantagens, motivo pelo qual pode ser considerado um alimento a evitar.

Gordura saturada

O consumo elevado de gordura saturada está ligado ao aumento do mau colesterol e ao aumento do risco de doenças do coração. Ainda assim, estudos mostram que os alimentos derivados do leite, apesar do alto teor de gordura saturada, não representam um risco para a saúde cardiovascular e até podem contribuir para reduzir os riscos desse tipo de problemas.

O queijo, em particular, parece produzir um efeito único. Um estudo levado a cabo pelo Baker Heart Research Institute, em Melborne, na Austrália fez a comparação entre a ingestão de queijo maturado e a ingestão de manteiga e as conclusões permitiram afirmar que o mau colesterol aumentou no grupo que comeu a manteiga, mas o mesmo não se verificou no grupo que se alimentou com queijo.

Uma outra pesquisa mais recente chegou às mesmas conclusões, dado que ao comparar o queijo Cheddar com light e com manteiga, foi o queijo cheddar, com gordura, aquele que revelou melhores níveis de colesterol.

Posto isto, é importante entender que comer queijo em grandes quantidades vai provocar-lhe alterações ao colesterol na direção errada. O motivo prende-se no excesso de calorias, pelo que a moderação é a chave.

 

Sal

O queijo é um dos principais contribuidores para o consumo de sal. O sal é conhecido por aumentar a pressão arterial e, por isso, aumentar o risco de doenças cardiovasculares e doenças renais.

Entre os queijos com baixo teor de sal encontram-se o fresco, o creme, a mozzarella e o Emmental.

 

O veredicto a Dra. Dra. Hazel Wallace

“Primeiro é importante lembrar que não existem comidas boas e comidas más; é preciso degustar com moderação. O que significa que o queijo não precisa de estar fora do menu – em qualquer época do ano – e que pode, certamente, fazer parte de uma dieta saudável e equilibrada”, explica.

Artigo via Women’s Health

 

+WH: O queijo não é todo igual e nas imagens acima tem a prova!


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