Menu
Inicio Beleza É mesmo possível prevenir e tratar a queda de cabelo?

É mesmo possível prevenir e tratar a queda de cabelo?

A queda de cabelo é um dos maiores dramas e nem sempre é fácil perceber o porquê da perda de fios. Eis todas as explicações.

cabelo

Se há parte do corpo que interfere com o nosso bem-estar é o cabelo. Ora sentimos orgulho e adoramos a sua forma, cor, volume e espessura, ora odiamos tudo isso… e a queda de cabelo inesperada (e por vezes acentuada).

A queda de cabelo é um dos maiores dramas estéticos tanto para homens e para mulheres. Por vezes, pode ser mesmo o sinal menos desejado de que algo com o nosso corpo não está bem.

Tal como acontece com ser humano, também o cabelo tem fases de vida… e morre. A anagénica é a primeira fase de todas, tem uma duração de um a quatro anos e corresponde ao momento em que o cabelo cresce. De seguida dá-se a catagénica, fase de evolução dos fios que dura duas a três semanas.

Passados estes dois períodos, eis que o cabelo morre. A fase telogénica é aquela em que o cabelo entra em ‘repouso’, não crescendo mais e ficando propenso a cair naturalmente passados cerca de três meses.

Apesar de se tratar de um processo natural e muitas vezes impossível de atenuar ou prevenir, a queda de cabelo é dos aspetos da vida humana que mais afeta a autoestima, a confiança e o bem-estar de uma pessoa, podendo mesmo levar a quadros depressivos.

Queda de cabelo: As causas

Por dia, perdemos em média entre 50 a 80 fios, contudo, são vários os fatores e momentos de vida que podem levar a um agravamento desta perda e, por consequência, ao aparecimento de falhas, peladas ou até da calvície – perda total cuja cura ainda não foi encontrada pela ciência.

Entre as principais causas para uma queda acentuada de fios estão as seguintes:

– Histórico familiar

A calvície de padrão masculino ou calvície de padrão feminino são as duas situações mais comuns e que podem passar de geração em geração. Esta perda de cabelo hereditária agrava-se com a idade e, nas mulheres, resulta na espessura cada vez mais fina dos fios.

– Mudanças hormonais

A gravidez, a amamentação, a menopausa e a tiroide podem ser responsáveis pela perda acentuada de cabelo. A toma de contracetivos pode ter, em algumas mulheres, um duplo efeito: perda ou ganho de cabelos/pelos.

– Condições médicas

A alopecia e a tricotilomania são duas condições que levam à perda de cabelo, sendo que esta última é um distúrbio nervoso que merece toda a atenção dos especialistas. Algumas doenças autoimunes, como a diabetes, podem também estar na base do problema.

– Elevados níveis de radiação

Tal como a pele, também o cabelo fica à mercê da ação nociva dos raios solares – veja como pode protegê-lo.

– Demasiado stress

Episódios de stress ou situações traumáticas podem acelerar a perda de cabelo (que tanto pode ser momentânea como duradoura).

– Penteados

O uso recorrente de secadores, placas térmicas, rolos, colorações, produtos de styling e afins pode enfraquecer os fios e fazer com que fiquem mais quebradiços e propensos a cair.

– Uso de cosméticos inadequados

A cosmética é uma das maiores aliadas da saúde do cabelo e da firmeza dos fios, contudo, escolher um champô é muito mais do que olhar para o preço ou para a marca. O primeiro passo é perceber se respeita na totalidade as necessidades do cabelo e o seu estado mais puro.

– Má alimentação

Seja por excesso ou por defeito, uma alimentação desequilibrada pode facilmente ser espelhada no cabelo, tornando-o mais baço, quebradiço, fraco e propenso a cair. A queda pode ser acelerada por culpa de uma potencial carência vitamínica, em particular de zinco.

– Exercício físico

A prática de exercício físico é uma mais-valia para a saúde e para um estilo de vida saudável. Mas a produção de testosterona – à boleia do exercício ou da toma de suplementos – pode levar à queda de cabelo.

– Exposição a ambientes poluídos

A poluição ambiental é também uma das responsáveis pela má saúde capilar dos dias de hoje. E a melhor forma de combater os seus efeitos é com o uso de cosméticos antipoluição. Deve-se, primeiro, conversar com um dermatologista para perceber a eficácia e qual o que melhor se adequa a si.

– Estação do ano

Não, não é da sua cabeça: o outono e a primavera podem levar a uma perda mais acelerada dos fios, embora de forma leve. Em causa está o clima – mais vento e frio no inverno e mais sol na primavera. Mas a queda de cabelo sazonal não tem de ser drástica.

O que diz a ciência

A verdade é uma. Por muito que custe, a ciência ainda não conseguiu encontrar a cura para a calvície e a capacidade de travar a perda de cabelo, mesmo que temporária, carece ainda de investigação e de resultados concretos.

A toma de suplementos vitamínicos é o primeiro passo dado quando se pretende travar a queda de cabelo. Embora o efeito placebo possa ser uma realidade, a ciência tem encontrado evidências que provam a eficácia de alguns micronutrientes.

É o caso da biotona (vitamina B7). Um estudo de 2017 mostrou que a carência deste nutriente pode ser o responsável pela queda de cabelo. A dosagem de um suplemento que possa fazer frente a essa carência dependerá do aconselhamento médico. As análises sanguíneas são pois a melhor forma de perceber se carece ou não desta vitamina do complexo B.

As análises sanguíneas são a melhor forma de perceber se carece desta vitamina do complexo B

Um estudo publicado em 1992 na Journal of Pediatrics revela que a toma de suplementos à base de zinco pode ajudar a combater a alopecia, porém, é certo e sabido que este nutriente em excesso pode causar complicações na absorção de ferro e ainda problemas intestinais, sendo, por isso, o aconselhamento médico fundamental antes da toma deste (e de qualquer outro) suplemento.

Dez anos depois, um estudo divulgado pela Clinical and Experimental Dermatology mostrou que a combinação de lisina (um aminoácido) com ferro mostrou bastante eficácia em casos de eflúvio telógeno (um tipo de queda de cabelo que tende a afetar o sexo feminino).

Ainda no que diz respeito à toma de suplementos, um estudo publicado em 2010 na revista científica Tropical Life Sciences Research revela que a toma de vitamina E mostrou ser eficaz na hora de estimular o crescimento capilar – mesmo que de forma ténue. Esta vitamina é já um dos principais segredos do mundo da cosmética. Atua diretamente na produção e estabilidade do colagénio e tem um potencial antioxidante.

No ano passado um grupo de cientistas viu a luz ao fundo do túnel nas células do corpo humano e, este ano, um estudo inovador descobriu que o aparecimento de rugas e a queda de cabelo têm origem na mesma mutação genética, mutação essa que os cientistas conseguiram travar em ratos de laboratório e cujos resultados se mostraram bastante promissores.

O caminho ainda é longo e a ciência já deu uns quantos passos em frente. Contudo, surge a questão: o que podemos nós fazer contra este mal estético?

Embora dependa de pessoa para pessoa e do tipo de queda de cabelo em si, é possível tomar algumas medidas preventivas e ainda agir contra a perda fios.

Saiba como pode prevenir e atenuar a queda de cabelo:
  1. Evitar penteados que puxem muito o cabelo – rabo-de-cavalo, puxo, tranças, etc.
  2. Evitar o uso frequente de ferramentas de calor, mesmo quando aplicada a devida proteção – secador, alisador, máquina de modelar.
  3. Escovar os fios gentilmente e com uma escova que respeite a naturalidade dos fios.
  4. Evitar medicamentos e suplementos que estejam associados à queda de cabelo. Converse sempre com o seu médico primeiro para perceber se há alternativas ou formas de atenuar o impacto.
  5. Parar de fumar, especialmente no caso dos homens, em que já foi encontrada uma ligação científica entre o tabagismo e a perda de cabelo.
  6. Proteger os fios da luz solar, usando protetores especializados para o cabelo e, sempre que possível, optar por sombras e chapéus não muito apertados.
  7. Prestar atenção a comportamento compulsivo, como o hábito de puxar os próprios fios (tricotomia).
  8. Evitar cargas excessivas de stress, especialmente se forem prolongadas.
  9. Usar produtos adequados e que respeitem o cabelo tal como é. Em caso de dúvida, procure sempre a ajuda de um dermatologista para saber quais as reais necessidades do cabelo.
  10. Procure alternativas a longo prazo, como o transplante capilar. Atualmente existem opções como a FUE – Folicular Unit Extraction (Extração da Unidade Folicular, em tradução livre). Existem ainda opções de tratamento em clínica, como a mesoterapia capilar, laser de baixa frequência e plasma rico em plaquetas.

Brand Story