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Que bactérias e fungos vivem… na sua vagina

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Torce o nariz sempre que pensa em fungos, vírus e bactérias? Bem, então o melhor é ficar já a saber que o seu corpo é o habitat ideal para todos eles. Sim, queira ou não, a verdade é que são companheiros para toda a vida. Mas não leve (desnecessariamente) as mãos à cabeça.

De acordo com Isabel Portugal, microbiologista e professora no iMed.ULisboa – Instituto de Investigação do Medicamento, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, “o organismo humano é colonizado por uma enorme variedade de microrganismos que convivem com ele de forma simbiótica, constituindo a microbiota. A microbiota inclui bactérias, vírus, fungos e protozoários que coabitam no nosso organismo. As células da nossa microbiota ultrapassam o número de células humanas numa proporção de dez para um.

Todas estas células possuem um código genético, o qual se encontra extremamente relacionado com a nossa saúde, sendo certo que o conjunto de todos os genes da nossa microbiota é designado por microbioma. Cada ser humano tem um microbioma único”.

Dito isto, várias são as partes do corpo que servem de habitat para diferentes bactérias e fungos… e a sua vagina não é exceção!

Bactérias, fungos e vagina

Estes são três conceitos que, à partida, não soam nada bem juntos, mas esta parte íntima é morada de um conjunto de bactérias, das quais se destaca a Lactobacillus, que atuam como escudo protetor da flora vaginal – e quem diz da vagina, diz de tudo o que está ao seu redor.

A sua principal função é assegurar o equilíbrio no interior da vagina. Segundo Isabel Portugal, “um microbioma vaginal saudável desempenha um papel importante no sistema de defesa natural contra infeções pelo VIH e outras doenças sexualmente transmissíveis”.

Como se equilibrar?

“O desequilíbrio da flora vaginal pode levar a infeções vaginais que irão trazer desconforto à mulher (vaginose bacteriana) ou, em casos mais graves, por exemplo grávidas, podem induzir abortos ou nascimentos prematuros”, alerta Nuno Cerca, investigador no Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, salientando que “a própria atividade sexual pode ter efeito na composição deste microbioma, assim como os níveis de hormonas femininas”.

Mas até os hábitos diários que temos como inofensivos – como a “lavagem vaginal com antisséticos, para tentar eliminar odores” – podem ser bastante penosos. O equilíbrio passa por melhores hábitos, mas também pelos “probióticos vaginais”.


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