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Quando os dentes têm memória

Parece improvável, até estranho, afirmar que os dentes têm memória, mas o certo é que a têm e atrevo-me a dizer que a têm de uma forma muito nítida e duradoura.

Dr. Khaled Kasem
dentes
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Memória. Uma capacidade associada apenas a pessoas, mas que, na verdade, transcende o limite humano. A capacidade de conservar imagens e ideias sem grande esforço é mais transversal que o que pensamos e até aquilo que pensamos ser apenas uma parte do corpo pode ser dotado dessa mesma capacidade. Falo dos dentes. Parece improvável, até estranho, afirmar que os dentes têm memória, mas o certo é que a têm e atrevo-me a dizer que a têm de uma forma muito nítida e duradoura.

Os dentes lembram-se de tudo, inclusive daquilo que nós próprios nos esquecemos. Não falo, obviamente, de pormenores triviais da nossa vida como o nome da nossa professora da primária, mas os dentes lembram-se de tudo o que diz respeito a eles, ao seu nascimento, ao seu desenvolvimento e à forma como são tratados. É exatamente por essa sua capacidade que os dentes ganham uma relevância e uma necessidade de cuidado que não nos podemos esquecer. É que eles nunca esquecem.

Os dentes são capazes de se lembrar exatamente do sítio onde nasceram. Cada um deles sabe exatamente onde estava a sua raiz inicial e, além de uma boa memória, são também dotados de uma boa dose de teimosia que os faz querer sempre voltar a esse ponto de partida. É neste ponto de teimosia que entra a necessidade de os relembrar que nem sempre a posição inicial é a que desejamos para o nosso sorriso.

Os dentes estão uma vida inteira em movimento e há que os acompanhar. O investimento feito num tratamento ortodôntico é o primeiro passo para conseguir o sorriso com que sonhamos, mas não pode ser o último. Normalmente, o dia em que concluímos um tratamento é o primeiro dia do sorriso das nossas vidas, mas isto apenas se nos lembrarmos que é também o primeiro dia de uma nova rotina onde os apelidados aparelhos de contenção ganham destaque.

Mesmo após meses de tratamento, basta um dia sem alinhadores que os dentes se recordam de imediato onde deviam estar. Acontece que, infelizmente, o sítio onde os dentes consideram que devem estar nunca é, por norma, o sítio onde nós desejamos que eles fiquem. Assim, para combater a boa memória e teimosia dos dentes, há sempre uma série de cuidados, que implica a utilização diária de aparelhos de contenção, para os contrariar.

E quanto tempo dura a memória dos dentes? A vida toda. Se há coisa que os dentes não têm é problemas a esse nível, e por mais que nos queiramos esquecer de como os nossos dentes foram tortos um dia, eles farão sempre questão de nos relembrar. Nesse sentido, tratar da saúde dos dentes e garantir que estes estão sempre alinhados não é um desafio, mas, acima de tudo, um compromisso.

Se os dentes têm memória, também os aparelhos ou alinhadores invisíveis o têm. Nesta luta de titãs, são os alinhadores e aparelhos de contenção que levam a melhor e por isso serão sempre as nossas melhores opções se quisermos garantir que os dentes se movem numa direção favorável ao seu alinhamento e não o contrário. E, independentemente do tempo que levar, nunca será tarde demais para o fazer.

Irrequietos, teimosos e dotados de uma memória de elefante: assim são os dentes. Desde o momento em que nascem até ao momento em que nos falham, estão sempre a colocar-nos à prova e a mostrar que no sorriso, querem eles mandar. Mas, independentemente dessa realidade, há formas de os colocar no sítio deles e o sítio deles será sempre aquele nos fizer mais confiantes e felizes. No final de contas, o nosso sorriso é o nosso compromisso e se há coisa que os dentes se devem lembrar, é que os compromissos são para a vida toda.

POR Dr. Khaled Kasem, chefe de ortodontia da Impres

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