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Tudo o que precisa de saber para começar a praticar Pilates

A Women’s Health falou com António Craveiro, professor de Pilates e referência nacional no meio, que esclareceu alguns pontos essenciais sobre a modalidade.

Tudo o que precisa de saber para começar a fazer Pilates

Num estúdio ou em casa? Com que preparação prévia? Servirá aos meus objetivos? Como escolher o estúdio mais indicado? As questões repetem-se em inúmeros casos de quem decide se arriscar numa nova modalidade, Pilates inclusive.

António Craveiro, que ensina este método há cerca de 30 anos no Porto (e se prepara para abrir o seu terceiro estúdio no Funchal, Madeira) começa por esclarecer três aspetos essenciais: Pilates não é só para mulheres; a modalidade estende-se a um vasto leque de níveis (do atleta profissional ao indivíduo mais sedentário); a sua prática complementa qualquer modalidade.

Dito isto, fica esclarecido que sim, está apto para se iniciar na prática de Pilates. Os casos mais específicos, de quem tenha alguma deficiência física ou esteja grávida, por exemplo, não são exceção, embora careçam de aconselhamento médico, algo que é comum de acontecer, já que “a comunidade médica reconhece cada vez mais os benefícios do Pilates”, garante António Craveiro.

E resultados?

“Muitos e diversos”, responde o professor, que garante que os resultados irão depender dos objetivos específicos de quem os procura. “Para um atleta de alto rendimento, certamente vamos trabalhar algumas debilidades, refinar outras, potenciando assim o seu desempenho atlético”, refere António Craveiro, que continua: “Para uma pessoa sedentária, iremos procurar dar-lhe melhor qualidade de vida, proporcionando-lhe ganhos ao nível da força, da sua flexibilidade, da sua autoestima, etc”.

No caso da prática infantil, o Pilares irá corrigir certas questões de má postura. Além disso, “o reforço e o aumento da sua flexibilidade são aspetos fundamentais no desenvolvimento harmonioso que uma criança deverá ter”.

Com os prevês exemplos, o professor e formador garante que o Pilates é mesmo para todos. “Mesmo para doentes oncológicos o método é altamente recomendado, claro orientado por profissionais altamente qualificados”. Resta saber onde procurar o melhor local para o praticar.

Praticar em casa, é seguro?

“O sucesso de uma boa prática desportiva passa por ser ensinada com rigor e disciplina, contribuindo assim para o sucesso dos praticantes. Para que o aluno possa fazer livremente Pilates em casa, deverá frequentar estúdios de Pilates reconhecidos e recomendados, sabendo obviamente que há muita banha da cobra que se proclamam com autoridades da matéria”, refere António Craveiro.

A prática em ambiente controlado e acompanhado será pois a base de prevenção a eventuais lesões e má prática. Para tal, “recomendo que as pessoas procurem, pesquisem, falem com outras pessoas acerca do profissional que vão entregar o corpo, pois é uma questão de saúde. A sua saúde. O seu corpo”, atenta.

Esta procura de informação é tão essencial quando a própria prática e deve afastar o interessado em Pilates dos “bitaites” que “lamentavelmente existem em todas as áreas, desde a medicina às questões jurídicas, do ensino ao desporto”.

Diz António Craveiro que “é assim que se contribui para uma má imagem da modalidade”. É que “embora possa parecer pouco intensa, é altamente atlética e desafiante”.

Dito isto, o professor esclarece que “não é o facto de realizar em casa que pode causar lesões. É sim o facto de as pessoas não terem sido ensinadas como se deve executar os exercícios, procurando e respeitando a sua individualidade morfológica. Nos ginásios também há lesões que se podem manifestar-se no dia seguinte”.

O risco de resultados opostos

É da falta de informação que nasce o risco de lesões. Contudo, um dos objetivo do Pilates é exatamente oposto a isto. “O método Pilates, é reconhecido mundialmente como uma atividade de excelência na prevenção de lesões. Ora, como todas as atividades de reconhecimento mundial, haverá sempre prevaricadores que dão má imagem a uma modalidade centenária”

Evitando toda esta falta de informação sim, o Pilates tem tudo para dar certo. Esta é a postura a adotar para bem se seguir o criador deste método. Como lembra António Craveiro, “queria que o seu método fosse universal, permitindo que todas pessoas pudessem realizar os seus exercícios. Desta forma, contribuiria para uma melhor qualidade de vida.” Afinal, “o papel de um excelente professor de Pilates passa para além do ensino e execução dos exercícios. A sua intervenção pedagógica e didática torna-se primordial no sucesso e na prevenção de lesões.

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