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Portuguesas estão entre as mais magras do mundo

Um recente estudo aponta a mulher portuguesa como com menos peso do que a média a nível mundial e a tendência é continuar a decrescer o peso médio.

Portuguesas entre as mulheres mais magras do mundo

Foi na revista científica Nature, na passada quarta-feira, dia 8, que foi publicado um estudo sobre o Índice de Massa Corporal de vários países, que permitiu analisar a atual realidade a nível global.
A média mundial aponta que o ser humano engordou cerca de seis quilos desde 1985. Na análise a mais de 200 países, o mesmo estudo compara a média de cada região, entre as quais se descreve que a média de Portugal, à semelhança de outros países europeus, é inferior à média mundial, no que diz respeito a ambos os sexos. Na análise a mais de duas décadas estima-se ainda que a tendência é a de o peso médio continuar a descer.

As zonas rurais são as mais afetadas

Diz o mesmo estudo que a prevalência de obesidade é apontada às zonas mais rurais do globo. Tal realidade é contrário ao que anteriormente se reconhecia: que era nos meios urbanos que prevaleciam os casos de obesidade, pelo mais fácil acesso à alimentação processada, mais rica em sal e açúcares. Tal contrastava com a alimentação predominante em meios rurais, onde era comum a alimentação se sustentar nos produtos que os próprios indivíduos cultivavam.
Agora, o cenário altera-se e os autores do referido estudo explicam porquê. Em parte, este agravamento de casos deve-se ao acesso muito mais facilitado a produtos alimentares de baixa qualidade que são mais baratos e por isso surgem mais na alimentação em meios rurais, que conta com menor poder económico.
“A comida ultra processada está a tornar-se parte da alimentação dos mais pobres e há relatórios que comprovam que até os mais novos comem este tipo de alimentos”, lê-se no estudo onde se ressalva que, ainda assim, muitas investigações mantém o foco de associar obesidade aos meios urbanos.

Mas o certo, diz o estudo publicado na Nature, é que atualmente nas cidades há uma maior oferta alimentar, nomeadamente com produtos de caráter mais saudável, o que garante a possibilidade de seguir uma alimentação mais variada, saudável e que permita a redução do risco de obesidade.
Além disso, é nas zonas urbanas que se alerta mais para a necessidade da prática de exercício físico.

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