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É por isto que comemos pior quando estamos stressadas

A ansiedade domina a sua vida e acaba por comer em demasia quando o stress aperta? Parece que há uma justificação científica para esses desejos.

Tem de fazer uma apresentação logo a seguir ao almoço, tem o seu chefe a pressioná-la para terminar rapidamente e sente que não tem tempo – nem grande vontade – de preparar uma refeição saudável e saciante? A solução acaba por ser a máquina de venda de comida do escritório pela 123ª vez esta semana. Parece-lhe familiar?

Se a sua resposta automática foi ‘sim’, as probabilidades de estar inadequadamente stressada e de comer demasiado por esse motivo multiplicam-se. O Florey Institute of Neuroscience and Mental Health em Melbourne (Austrália) chegou agora à conclusão de que são as mulheres quem mais tende a comer ‘junk food’ quando sentem emoções negativas.

Numa série de experiências em ratos de laboratório, os investigadores chegaram à conclusão de que as fêmeas apresentavam um comportamento de compulsão alimentar quando submetidas a fatores de stress emocional. E a explicação prende-se com o facto de o cérebro das fêmeas ser mais suscetível a gatilhos que levam a comer em demasia.

“Sabemos que a fome emocional ocorre em ambos os sexos, mas que se apresenta mais nas fêmeas. O que não esperávamos era uma recapitulação daquilo que se verifica nos humanos. Foi um pouco surpreendente”, explicou Robyn Brown do Florey Institute em entrevista ao Sydney Morning Herald. A investigadora espera que estas descobertas levem a avanços no tratamento de compulsões alimentares humanas e está atualmente a trabalhar para identificar a parte do cérebro que é responsável por estas funções.

“Estamos a investigar esta área importante da saúde com mais pesquisas ao analisarmos o que acontece no cérebro durante uma época de stress que leva a exageros alimentares e o que causa exatamente esse comportamento. Sabemos que a literatura humana e até anedoticamente, que a mulher sofre de fome emocional mais vezes do que o homem, mas em termos de entender porque é que isso acontece, ainda não temos bons modelos animais para analisar esta questão”.

Para Robyn Brown, o seu trabalho tem vindo a ajudar a reduzir o “estigma em torno da ideia de que as pessoas comem em demasia são apenas fracas e não se conseguem controlar. De facto, essa pessoa tem uma doença cerebral e isto pode incentivá-la a procurar ajuda mais cedo”.

Artigo via Women’s Health

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