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Podemos mesmo ser viciadas em café?

Afinal, podemos ou não ser ‘dependentes’ em café? Será que se trata de uma dependência física ou está tudo na nossa cabeça? Temos as respostas para si!

O café é o melhor amigo de muitas pessoas, especialmente quando têm de acordar cedo, se trabalham muitas horas ou se estão com uma quebra de energia. E há mesmo quem diga que não vive sem ele. Ora, quanto a evidências científicas, a verdade é que alguns estudos chegaram já à conclusão de que o café causa mesmo alguma dependência e uma espécie de vício.

Ainda assim – e porque a evidência científica está sempre em evolução – será que podemos mesmo ficar viciadas em café?

Um estudo recente publicado na revista Journal of Psychopharmacology pretendeu entender a reação do organismo quando a quantidade de cafeína ingerida é menor do que a habitual. Esta investigação contou com a participação de 48 voluntários, cuja ingestão de café se compreendia em mínimos de 270 mg por dia, ou três cafés.

Os participantes foram divididos em dois grupos, sendo que ambos passaram por um processo de redução da ingestão diária de cafeína, ao longo dos 5 dias da experiência. A diferença entre os dois grupos foi a informação que lhes foi dada. Enquanto a um grupo foi dito que ia acontecer uma redução diária da quantidade de cafeína, a outro foi dito que iriam ser totalmente privados desse boost de energia.

Durante o processo os investigadores tiveram em conta sintomas como o cansaço, a sensação de dor, a dificuldade de concentração e até as alterações de humor que os participantes sentiam. No entanto, as consequências entre os dois grupos – o que sabia a verdadeira redução da quantidade de cafeína e o que pensava que estava completamente privado desse néctar indispensável a muitas pessoas – foram diferentes. E essas diferenças, de acordo com os especialistas, devem-se apenas à gestão das expectativas entre ambos os grupos.

Então, quem sentiu mais consequência da redução?

Apesar de a gestão de expectativas ser um ponto importante a ter em consideração quando falamos das consequências da redução da ingestão de café, para os investigadores era ainda fundamental perceber qual dos grupos tinha tido reações mais próximas da realidade.

O grupo de pessoas que recebeu a informação errada estava sob o efeito placebo, dado que pensavam que lhes estava a ser administrado um tratamento, quando na verdade isso não acontecia. O outro grupo, por sua vez, manifestou os efeitos secundários conhecidos de uma redução da ingestão de cafeína.

Por isso, para Mark Travers, especialista em comportamento humano, é possível concluir que os efeitos do aumento ou redução da quantidade de café ingerido podem estar muito ao nível do cérebro, já que se centram na gestão de expectativas. Quando bebe mais ou menos café já sabe à priori que existem alguns sintomas que pode vir a sentir.

É vital que aprenda a ler os sinais do seu corpo e, acima de tudo, que tome decisões que a façam sentir bem consigo própria e com o seu corpo.

+WH: Veja na galeria os sintomas de excesso de cafeína


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