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Acabar uma relação é mau? Ciência diz que há pior

Acabar uma relação é mau? Ciência diz que há pior

O fim de um relacionamento amoroso marca uma pessoa. Seja na adolescência ou na fase adulta, é algo difícil de se lidar e por ser algo pelo qual todos passamos, o tema protagoniza músicas, filmes e livros. Mas quando a relação que acaba é de amizade, o destaque dado já não é o mesmo. Porquê?

Não são só as faixas etárias mais novas que sentem a pressão de fazer novas amizades. Pelo contrário, os adultos sentem também a necessidade de desenvolver novas relações neste sentido.

Foi desta ideia que partiu um estudo que analisa a importância das amizades na vida adulta. É a terapeuta Miriam Kirmayer quem conduz esta análise, de onde se conclui que as amizades ganham cada vez mais importância à medida que se envelhece. De facto, são essenciais ao bem-estar de qualquer indivíduo.

É por isto que o fim de uma amizade é frequentemente mais difícil de se ultrapassar do que o fim de um relacionamento.

Kirmayer, a especialista que lidera o referido estudo, aponta alguns motivos por que tais contrastes surgem.

 

Não saber o que dizer

Cada caso é um caso, mas é mais fácil para a maioria consolar um amigo que acabou um relacionamento. Isto porque, no caso das amizades, a não ser que a ‘separação’ se deva a uma traição, não é facilmente apontado o motivo do fim daquela amizade.

Talvez tenha terminado ‘apenas’ porque os estilos de vida divergiram. Isto é mais difícil de aceitar, já que não há nenhum culpado.

Também não é fácil apontar um momento em que a amizade acaba, ao contrário do que acontece com os relacionamentos.

 

A culpa por a amizade não ter resultado

Quando alguém se dá conta de que determinada amizade acabou, tenta olhar para trás para perceber o que correu mal.

Uma vez mais, e ao contrário do que acontece com as relações amorosas, não há um momento nem uma causa certa para que a relação tenha chegado ao fim. Ao olhar para trás, é também comum a ideia de que se é o único a lutar por aquela amizade, diz Kirmayer.

Será que o outro já tomou consciência de que, de facto, a relação de amizade chegou ao fim?

 

Expectativas para cada amizade?

Num relacionamento amoroso há um compromisso. Sabe-se de forma mais acertada o que contar do outro. Mas e numa amizade? O que se pode esperar e com que se pode contar do outro?

As diferentes expectativas que se tem em relação ao outro pode ser o problema por que uma amizade não resulta e, ao contrário de num relacionamento, isto é algo de que não se fala e que não está definido.

Aos olhos da especialista, a falha de comunicação relativamente a este aspeto deve-se ao facto de, pelo receio de as próprias necessidades serem rejeitadas, o indivíduo opta por não falar. “Ninguém o faz” é o argumento de que não se fala mas em que a maioria se baseia.

 

Não há termos para o fim de uma relação

Quando acaba uma relação, o ex casal define se se mantêm amigos, deixam de falar ou ficam-se pelo cumprimento de boa educação em momentos em que o encontro lhes seja inevitável.

Já nas amizades, esta definição não existe. Irão continuar a falar-se? Como agir em casos em que estão no mesmo evento devido a amigos em comum? Estas são dúvidas que podem resultar em momentos constrangedores e que tornem o processo de ‘rompimento’ ainda mais difícil.

 

O fim é inesperado

Como já foi referido, uma amizade não termina da mesma forma que um relacionamento amoroso. Por isso, o ‘luto’ do fim da relação, que é sentido quando se dá conta de que a amizade acabou, é sentido em alturas diferentes por ambas as partes.

Tal leva a que o indivíduo se sinta ainda mais sozinho e frustrado pelo fim da amizade. Terá certamente outros amigos com que contar, Mas em primeiro lugar, diz a especialista, faça uma introspeção e “fale consigo como falaria com um amigo”.


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