Jejum intermitente. Prós e contras da dieta da moda

jejum intermitente

O jejum intermitente é uma das dietas do momento e das que mais adeptos conseguiu nos últimos anos. E não é difícil perceber o porquê: Quem a faz diz que é realmente eficaz.

Mas será mesmo um plano alimentar saudável e adequado a qualquer tipo de pessoa? A ciência tem as suas dúvidas e, por isso, multiplicam-se os estudos sobre esta dieta.

Vamos por partes.

 

O que é o jejum intermitente?

 

A privação de comida durante um período de tempo é algo a que as pessoas já estão habituadas. Em alguns países, esta é mesmo uma prática cultural e religiosa. No Ocidente, o jejum está associado a fins médicos, como acontece quando se vai fazer análises ou exames clínicos.

Mas aquilo que era um hábito pontual para nós passou a ser uma dieta. O jejum intermitente é um estilo alimentar que alterna períodos com refeições e períodos de jejum. O espaço de tempo que separa cada refeição depende do tipo de jejum que se faz.

Há quem opte por jejuar durante um dia inteiro, mantendo a alimentação normal no seguinte e voltando a jejuar no próximo. Há quem opte por manter a dieta normal ao longo de cerca de 8 horas e jejuar nas 16 horas restantes.

Segundo uma revisão científica publicada na revista Journal of The Academy of Nutrition and Dietetics, existe ainda a possibilidade de seguir a dieta 5:2. Ou seja, manter a dieta tradicional ao longo de cinco dias e ingerir apenas 25% das calorias diárias nos dois restantes dias.

 

O (possível) lado bom do jejum intermitente

Dos vários estudos já realizados, há uma conclusão comum que salta à vista: o metabolismo fica mais acelerado. É já certo e sabido que um metabolismo acelerado leva à perda de calorias e de gordura.

Os níveis de glicemia e insulina também melhoram e as respostas inflamatórias do sistema imunitário deixam de ser uma constante. Um menor número de marcadores inflamatórios é um trampolim para uma melhor saúde.

Para quem pretende dizer ‘adeus’ à gordura visceral, este jejum pode ser, de facto, uma opção. Contudo, a eficácia está sempre dependente do que se come quando não se está a jejuar e da atividade física.

Dos estudos realizados destaca-se ainda o poder do mindfulness nesta dieta. Ao privar o organismo de alimentos, as refeições feitas são mais valorizadas e a escolha dos alimentos é mais ponderada.

Diz ainda a ciência que ter o jejum intermitente como base da rotina diária pode ainda trazer benefícios para qualidade do sono – algo que, por si só, já promove a perda de peso.

As pessoas que aderem a esta dieta acabam por planear melhor as refeições e por conseguir uma rotina mais saudável e organizada.

 

O (possível) lado mau do jejum intermitente

Apesar de ser uma opção viável para quem é obeso, os poucos estudos realizados junto de pessoas saudáveis mostraram que este tipo de dieta pode ter consequências negativas a nível mental, mais concretamente no que diz respeito ao humor, à ansiedade e ao stress.

Quando mal planeado, o jejum intermitente pode ainda resultar numa perigosa privação de nutrientes, algo que, a médio prazo, será sinónimo de problemas de saúde. As dietas de poucas calorias, por exemplo, podem danificar o coração.

A situação pode tornar-se mais preocupante se em causa estiver alguém que já passou por algum tipo de distúrbio alimentar.

Importa salientar que a maioria dos testes foram realizados em animais de laboratório, não sendo ainda concreta a eficácia no organismo humano.

Além disso, nenhum dos estudos analisou o efeito a longo prazo, mantendo-se desconhecidas as consequências futuras que esta dieta pode ter.

 

Conselho WH: Não alinhe em dietas por conta própria. Em qualquer outro tipo de alimentação, a procura de ajuda junto de um profissional é sempre uma mais-valia.

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