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Perda de peso: “O que preciso para deixar de me sentir triste? Mudar!”

Personal trainer de profissão, a nossa leitora quer passar a mensagem de que nem os PTs estão sempre em forma.

“Uma gravidez internada num hospital, com tensão alta. Um bebé que nasce prematuro e saudável, mas que traz mudanças para a vida de uma mãe de primeira viagem. Deixei de cuidar de mim, pensei mais em ser Mãe do que em ser Mulher”, começa por nos contar Juliana Lima, personal trainer há quase 20 anos.

A falta de treino, após a gravidez, levou-a ganhar 25kg, um “descuido”, nas palavras da própria, que refletem a sua postura em dedicar-se a 100% para o bebé. “Eu poderia ficar para depois”. E, de facto, podia, pois cada fase dura o tempo que tem de durar. O problema não adveio daí, mas dos que estava de fora e a deitavam abaixo…

01| O ‘PODER’ DA PRESSÃO SOCIAL

“Sofri muito por causa da minha profissão. Um dia uma sócia do ginásio onde trabalhava, disse-me “estás tão gorda! Nem pareces a mesma pessoa”. Lembro-me tão bem desse dia, fiquei tão triste”, recorda.

Juliana não se revia naquele corpo, com mais 25kg, mas aceitava-o perfeitamente, pois recuperar a sua forma era uma questão que poderia ficar para depois. “As conversinhas sobre o excesso de peso, isso sim incomodava-me muito.

02| O DIA EM QUE DISSE ‘BASTA’

Começou com pequenas mudanças na alimentação, orientada por uma nutricionista, “sem dietas milagrosas”. Quanto aos treinos, começou com dois treinos por semana. “Os resultados foram aparecendo e aumentavam a minha motivação para não desistir”, lembra Juliana, que revela que demorou cerca de um ano para voltar a sentir-se feliz consigo mesma. “Aprendi que devagar é melhor do que ter resultados rápidos mas não sustentáveis”.

03| A IMPORTÂNCIA DE TER UM OBJETIVO

Juliana deixou de trabalhar, pois sabia que imagem passaria aos seus alunos e não se sentia bem com a exposição. Quando retomou o ginásio, optou por treinar logo às 6h da manhã ou depois das 21h, quando havia menos gente. O seu foco era recuperar o corpo que tinha antes de ganhar os 25kg.

Algumas peças de roupa que deixaram de lhe servir e a sua fotografia favorita colada no frigorífico, juntamente com uma nota onde escreveu “onde se quer chegar, como se quer chegar e como se vai chegar lá” eram a sua motivação.

04| UMA ROTINA QUE FICOU PARA A VIDA

Com o apoio da nutricionista, hoje sente-se melhor do que antes de engravidar. “O meu Rodrigo tem hoje 8 anos. Nunca parei de treinar nem de cuidar de mim. Sei que preciso de estar bem comigo para estar bem com ele! Ele sabe que quando a mãe vai ‘fazer ginástica’ não significa que deixou de amá-lo”, diz, certa de que há tempo para tudo. “É tudo uma questão de organizar o tempo: Vou correr às 6h e às 7h acordo o meu filho com beijinhos”.

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