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Parto normal ou cesariana? Conheça os riscos e mitos

O parto traz uma série de dúvidas e medos, mas é importante tomar uma decisão informada. Desmitificamos algumas ideias erradas sobre a cesariana.

cesariana
Pexels

A hora do parto é o momento por que esperou nove meses (ou até muitos anos), por isso pode sentir alguma ansiedade. Hoje a mulher já tem poder de decisão sobre o seu corpo e sobre a forma como gostaria de dar à luz. Com a evolução da medicina, as complicações decorrentes do parto diminuíram. Mas “se todos os partos pudessem ser naturais, garantindo a segurança da mãe e do bebé, a cesariana nunca teria sido inventada por ser desnecessária”, explica Elsa Milheiras, ginecologista da Clínica de Santo António, na Amadora. Já para Ana Isabel Machado, ginecologista e obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, se o feto “estiver de pés, se houver antecedentes de, pelo menos, duas cesarianas, desproporção entre o tamanho do feto e o canal de parto, ou em caso de doenças da grávida ou do feto”, a solução mais segura é o parto por cesariana.

O que é a cesariana?

É um parto cirúrgico, em que é feita uma incisão horizontal no abdómen da mãe, acima da linha dos pelos púbicos. São cortadas as várias camadas de tecidos até chegar ao bebé, o que explica a dificuldade da recuperação, mas é um procedimento seguro. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, em 2017, em Portugal, houve cerca de 28 mil partos por cesariana, o que equivale a 33,1% do total de nascimentos no país.

Esqueça os medos infundados e esclareça as suas dúvidas e os mitos sobre a cesariana.

01/ A cesariana deixa uma cicatriz grande e visível

Mito

A cicatriz da cesariana é, geralmente, pequena e localiza-se na linha do biquíni. Uma cicatriz maior, segundo a ginecologista Elsa Milheiras, pode dever-se a complicações no pós-operatório, como infeções ou até a necessidade de fazer uma incisão maior para extrair o feto.

02/ Se já fez uma cesariana não pode fazer outra

Mito

“Uma segunda cesariana comporta apenas um pouco mais de riscos do que uma primeira devido a poderem existir aderências e áreas de fibrose que conduzem a lesão da bexiga, maior hemorragia ou infeção”, explica Elsa Milheiras. Nova cirurgia pode diminuir o risco de rutura do útero quando a mulher entra em trabalho de parto após cesariana prévia. E não existe um número máximo de cesarianas que cada mulher pode fazer.

03/ A recuperação da cesariana é mais dolorosa

Verdade

A cesariana consiste na abertura “da parede do abdómen, que atravessa várias camadas de tecidos até ao útero”, explica Ana Isabel Machado. No caso do parto normal, a expulsão do feto acontece por um orifício natural do corpo, pelo que a cicatrização é mais fácil. O processo de cicatrização pode implicar mais dores e movimentos mais limitados, mas cada caso é único e a recuperação depende do organismo da mulher.

04/ O tempo de recuperação de ambos os partos é o mesmo

Mito

Num parto normal, o retorno à rotina é mais rápido e as queixas tendem a desaparecer mais cedo. “No entanto, às seis semanas de pós-parto, a recuperação física, psicológica e o retorno à atividade sexual assemelham-se nos dois tipo de partos”, esclarece Elsa Milheiras.

05/ É comum a mulher sentir dor durante a cirurgia

Mito

A parturiente pode levar anestesia geral – e, nesse caso, não vai sentir nada porque está a dormir – ou pode levar anestesia locorregional, a típica epidural. Em ambos os casos não é normal sentir dor, mas é frequente sentir tudo o que está a acontecer no seu abdómen, desde algo a esticar ou até alguma pressão.

06/ Depois do parto a mulher deve esperar muito até voltar a fazer exercício

Mito

Os tempos variam, mas, em média, seis a oito semanas após o parto é o tempo ideal, segundo as duas especialistas. Ana Isabel Machado explica ainda que, caso esteja tudo bem, a mulher “deve fazer exercícios de recuperação do períneo e do abdómen logo na primeira semana de pós-parto”.

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