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Os Benefícios dos Probióticos na Alimentação

O consumo de probióticos, ainda que de forma não intencional, surge há bastantes séculos na história alimentar humana. Mas sabe que relação têm com a alimentação?

O consumo de probióticos, ainda que de forma não intencional, surge há bastantes séculos na história alimentar humana. Os probióticos – por definição “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro” (ISAPP, 2014) – assumem-se fundamentais na alimentação dos indivíduos e na consequente modulação do perfil e composição da microbiota intestinal. Destes, são exemplos os géneros Lactobacillus, Bifidobacterium e Streptococcus.

Ainda que essencialmente presentes em produtos lácteos (iogurtes, leites fermentados ou queijos), poderão também ser encontrados em matrizes não lácteas, como nos cereais e nas leguminosas.

Embora os benefícios do seu consumo se relacionem especificamente com a espécie ou estirpe, certos efeitos podem ser atribuídos aos probióticos de forma generalizada, tais como a sua contribuição para uma microbiota intestinal saudável, para a melhoria do trato gastrointestinal e também para a melhoria das funções do sistema imunológico, desde a prevenção de doenças alérgicas até à regulação negativa de inflamações.

O consumo de produtos lácteos de elevado valor nutricional, como os iogurtes e leites fermentados, traduz-se em inúmeros benefícios para a saúde, podendo até relacionar-se com a prevenção de patologias gastrointestinais como por exemplo doença de Crohn, colite ulcerosa e cancro do cólon. A este nível, será também de destacar o papel destes alimentos para os intolerantes à lactose, sendo muitas vezes melhor aceites por estes indivíduos, uma vez que a β-galactosidade presente digere parcialmente este açúcar.

A interação alimentação – microbiota é crucial, podendo os probióticos representar uma estratégia para ultrapassar situações de disbiose – desequilíbrios na microbiota intestinal – quer pela produção de compostos antimicrobianos, pela competição com agentes patogénicos, pela imunomodulação ou pela produção de metabolitos bioactivos, tornando-se assim fundamental adaptar a ingestão de probióticos às necessidades individuais.

O consumo de qualquer alimento ou suplemento alimentar deverá integrar uma alimentação variada, completa e equilibrada, procurando acompanhamento profissional, por parte do Nutricionista.


Artigo escrito por Bárbara Machado, Nutricionista e Assessora Técnica da Associação Portuguesa de Nutrição

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