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“O sexo oral era impensável para ele, então decidi procurar noutro lugar”

Testemunho dado a Taylor Andrews, jornalista na edição norte-americana da revista Cosmopolitan.

“Sento-me e espero por ele no nosso canto habitual do bar do hotel, estou a pensar nos orgasmos que ele me vai dar esta noite. Será que vou ter de esperar até chegarmos a algo profundo e satisfatório? Ou vamos logo diretos para o sexo rápido e pulsante que ele sabe que eu adoro?

Os meus olhos permanecem baixos, evitando intencionalmente o diamante pesado no meu dedo esquerdo. Quando ele aparece, sopra um doce ‘olá’ na minha nuca. Ugg, se isso acontecesse mais de duas vezes por mês… se ele fosse meu marido.

Até recentemente, eu levava os meus votos de casamento a sério. O meu marido foi tudo para mim desde que nos conhecemos na faculdade. Não houve faíscas loucas, mas ele foi o meu primeiro namorado, o meu primeiro TUDO, e ele foi persistente. Quando ele me pediu em casamento duas semanas antes de terminar a faculdade, eu disse que sim.

Cinco anos depois, temos dois filhos pequenos e uma vida sexual terrivelmente entediante e unilateral. Preliminares e empurros contra a parede? Não há nada disso. E o pior: ele nunca me deu sexo oral. Nem uma vez.

‘Porque é que não tentas?’, perguntei-lhe na cama uma noite. ‘Isso é um NÃO para mim’, respondeu. ‘Não gosto’. Depois disso, ele disse-me que preferia que eu não perguntasse novamente. Então, naquela noite, o sexo terminou com o seu orgasmo, e eu apenas fiquei lá, insatisfeita.

Não muito depois, vi um homem muito bonito parado perto de mim no supermercado. Finalmente ele aproximou-se de mim e disse: ‘que sorte daquele que colocou um anel naquele dedo’. Lembro-me de ter pensado: ‘não acho que o homem de sorte saiba’.

Algo sobre aquela conversa rápida despertou uma curiosidade em mim. Naquela noite, descarreguei a aplicação de encontros online para pessoas que já estão numa relação, a Ashley Madison. Conectei-me com o Jared. Ele parecia bonito, amigável e aventureiro, e após duas semanas de mensagens discretas, decidimos encontrar-nos pessoalmente.

Naquela noite, eu estava super nervosa. Mesmo sendo uma mulher casada, tinha pouca experiência sexual. Eu também me senti culpada e perguntei-me se havia tentado fazer tudo o que podia com o meu marido. Pensei em todos as oportunidades que lhe ofereci e que ele recusou. O sexo oral era impensável para ele, então decidi que, em vez de negar a mim mesma essa experiência, tinha de procurar noutro lugar.

Eu fui infiel. O Jared sabia que nunca ninguém me tinha dado sexo oral antes, e ele estava mais do que feliz em fazer isso. Ninguém jamais considerou o meu prazer como ele.

Agora tento ver o Jared com a maior frequência possível e conversamos diariamente por meio de mensagens de texto.

Eu sei o que estão a pensar: porque é que não me separo? É simples: temos filhos e eles são a minha prioridade, para além disso ele é um ótimo pai. Talvez não seja realista da minha parte esperar que ele seja tudo o que preciso. E talvez seja irreal para o meu marido esperar que eu não queira mais”.

Artigo via Cosmopolitan

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