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Quando devo ir ao ginecologista e que exames devo fazer?

Sabe quando deve ir ao médico? E que exames deve fazer regularmente? A WH esclarece todas as suas dúvidas sobre a sua saúde íntima.

Quando devo ir ao ginecologista e que exames devo fazer?

Explorar, cuidar, nutrir. Estes são os três verbos que cada mulher deve colocar em prática em cada fase da sua vida e que prometem uma saúde plena.

O corpo feminino é uma máquina complexa que se transforma à medida que o tempo vai passando e que dá sinais (nem sempre) claros quando algo de errado está prestes a acontecer. A boa alimentação é o principal combustível desta máquina, mas o pleno funcionamento depende ainda de um conjunto de cuidados diários. E tudo começa quando se dá o desenvolvimento das características sexuais e surge a primeira menstruação.

A partir daí, “as mulheres devem perceber se o que está a acontecer é normal, se as suas menstruações são normais, se o desenvolvimento da mama e o aparecimento de pelos acontece de uma forma consecutiva”. Para o ginecologista obstetra Alexandre Lourenço, um dos gestos mais importantes que a mulher pode ter consigo mesma é a autoavaliação, seja ginecológica ou mamária.

A primeira, diz o especialista, deve ser feita de forma rotineira assim que se inicia a atividade sexual, altura em que a mulher deve “preocupar-se em fazer uma avaliação médica uma vez por ano com um profissional da área da ginecologia e tentar acompanhar distúrbios e pequenas alterações, como as de cariz infecioso, e fazer ainda os rastreios do cancro do colo do útero”. Tal, diz, “implica [também] observar-se, fazer o toque ginecológico e recolher os sinais e sintomas”.

Já a segunda, de acordo com o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E., deve acontecer “desde a menarca e a mamografia a partir dos 50 anos de idade”. Mas cada mulher deve dar ouvidos ao próprio corpo e procurar ajuda quando sentir a sua máquina a ‘falhar’. Além da alimentação equilibrada, “há um conjunto de cuidados de higiene íntima” e ainda a importância de adotar hábitos saudáveis.

Aqui, o médico refere-se à “evitação de comportamentos de risco, quer no que diz respeito à atividade sexual com vários parceiros, quer também comportamentos relacionados com o tabaco ou drogas e que possam conduzir a alterações na saúde”.”Depois, há que ter o cuidado de fazer sempre os rastreios, como o do colo do útero nas mulheres mais novas, e o da mama mais tardiamente”, esclarece.

“Há que ter o cuidado de fazer sempre os rastreios”

 

Dentro da máquina

Peso saudável, menstruação regulada, ausência de saliências palpáveis… são muitos os indicadores visíveis de saúde numa mulher, mas existem sinais internos aos quais deve prestar também atenção. E há um que não pode ser de todo ignorado: o corrimento vaginal.“Os genitais internos, externos e a própria vagina têm uma lubrificação natural e que é essencial”, explica Alexandre Lourenço, destacando que um “corrimento normal tem uma cor muito próxima do branco e/ou transparente e [aparece] em pequenas quantidades”.

Quando o corrimento apresenta uma “cor mais avermelhada ou esverdeada”, um “cheiro anormal” e se faz acompanhar de sintomas como o “prurido, existência de comichão”, então podemos estar perante “a presença de algum microrganismo” e em causa pode estar, por exemplo, uma infeção. Mas no que diz respeito à saúde íntima feminina, as infeções não são o único bicho-papão. A mulher pode estar ainda à mercê de outras doenças do trato genital, porém, “estas doenças são muitas vezes inicialmente silenciosas” ou podem confundir-se com outras patologias.

É o caso da endometriose, que pode “interferir com a vida normal da mulher e, em alguns casos, pode necessitar de tratamento médico ou até mesmo cirúrgico”. Mesmo quando a máquina feminina é bem ‘oleada’ e manuseada, o risco de ‘avaria’ é sempre uma realidade e, por isso, importa ainda alertar para “as inflamações e para as lesões do cancro genital, nomeadamente o cancro do colo do útero”.

Existem ainda as alterações a nível do músculo uterino, sendo os miomas uterinos e os pólipos as lesões mais comuns. Os miomas são tumores pélvicos benignos e que nascem a partir do miométrio, já os pólipos têm origem na formação de tecido ‘extra’ nas paredes internas do útero. “Quer um quer outro podem provocar dor ou hemorragia e alteram o padrão normal de vida da mulher e do ciclo menstrual”.

“Existem ainda outras alterações que podem aparecer ao nível dos ovários e das trompas e que podem levar à dificuldade em engravidar” e “as patologias benignas dos ovários e da mama”, mais concretamente quistos que, “muitas vezes, não implicam uma intervenção cirúrgica, apenas vigilância”.

Qualquer uma destas patologias pode ser precocemente detetada se a mulher prestar
atenção ao corpo e não descurar as idas ao ginecologista ou médico de família. Ao primeiro sinal de alerta – ou quando os sintomas se tornam recorrentes – nada de fugir a sete pés dos médicos! A sua saúde e bem-estar podem estar em causa.


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