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O mundo automóvel é machista?

Há cada vez mais mulheres ao volante. O sector automóvel ajusta-se à tendência não só a nível de comunicação e design, mas responde principalmente com garantia de conforto e segurança.

automóvel

Em 2010, Portugal contava 584,72 carros por cada mil habitantes. Em 2018, o número subiu para 652,48 carros. A tendência de crescimento foi gradual e previsível, mas não especifica quantas destas viaturas pertencem a mulheres. O mesmo para o número de acidentes de viação ou mortes na estrada. O PorData analisa todos estes dados, mas sem especificar o género do condutor – ou da vítima. Mas seria relevante fazê-lo?

De acordo com um estudo levado a cabo pela Universidade Politécnica de Madrid, as mulheres sofrem metade dos acidentes de viação graves sofridos pelos homens. Contudo, diz o mesmo estudo que o sexo feminino tem um maior risco de sofrer um acidente de carro. Tal conclusão justifica-se pela forma como o automóvel é produzido.

Vamos a números: as mulheres têm 73% maior probabilidade de se ferir, aquando de um acidente, e mais 17% de probabilidade de morrer numa colisão frontal quando comparadas com os homens em situações semelhantes. Mas porquê? Os autores da referida investigação não apontam uma justificação clara, mas apontam a hipótese de o mundo automóvel ainda se focar essencialmente na anatomia masculina e, por isso, desenha carros especificamente a pensar no corpo do homem.

Mas o cenário já não é bem assim:

A Women’s Health quis conhecer a realidade por cá e falou com algumas marcas automóveis que provam que este sector evoluiu, no sentido em que é mais abrangente e ao mesmo tempo específico aos gostos e interesses de diferentes clientes/condutores. Na Renault, as mulheres representam cerca de 42% dos clientes. E na Mercedes-Benz, cerca de 48% dos veículos têm uma senhora como detentora de um automóvel da marca. Os números crescem e o público tende a igualar-se em termos de género. Sim, a indústria evolui para automóveis mais seguros, tecnológicos e de qualidade para todos.

Cada vez mais espaço para nós, mulheres

O site Women-Drivers.com analisou o top 10 das melhores marcas em termos de experiência de serviço e manutenção focado nas mulheres. Fê-lo com base na opinião de 1400 condutoras que colocaram a Mercedes-Benz no topo da lista. Seguiram-se as marcas Honda, BMW, Acyra, Lexus, Buick, GMC, Jeep, Toyota e Chrysler, respetivamente. Vai ao encontro da sua opinião?

Por cá, a Mercedes-Benz reconhece que o público feminino merece uma atenção específica. Daí o projeto She’s Mercedes, que surgiu em 2015 “com o objetivo de enaltecer a relação do público feminino com os automóveis e com a marca” começa por explicar Cátia Magalhães. Em setembro deste ano, a Women’s Health esteve presente numa destas ações, a She’s Mercedes Off The Road Experience. Um evento na Nazaré que proporcionou a um grupo de mulheres um dia inteiro fora de estrada ao volante de uma das viaturas da linha 4matic.

A marca alemã aposta ainda na criação de conteúdos, como é o caso do projeto Elas Aos Volante, em parceria com a Global Media, “que pretende mostrar o lado mais íntimo de algumas mulheres de referência em Portugal ao mesmo tempo que desmistifica alguns preconceitos sobre a mulher e o automóvel”, explica Cária Magalhães.

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