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O melhor pão de sempre? Nutricionista responde

Pão não é sinónimo de dieta, diz a sabedoria popular. Mas de que vale negar este alimento em prol de alternativas mais calóricas? Nada como saber escolher a melhor versão.

‘Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho na mesa’, já dizia a música. Deixemos de lado o vinho (que é tema para outros artigos) e foquemo-nos no pão. De facto, bastante presenta na alimentação portuguesa, pode ser um muito bom aliado a uma alimentação equilibrada e variada. Ou pode ser o escape por onde se perdem as regras da alimentação cuidada; que que se reflete em hidratos de carbono em excesso ou refeições demasiado calóricas em comparação ao que o corpo pede.

Esta visão torna-se mais óbvia nos casos em que há o objetivo de perder peso. Aí sim, “para uma vida mais saudável, devemos ter alguns cuidados na escolha e no tipo de alimento que acompanha o pão” começa por indicar Joana Pires, nutricionista no ginásio Jazzy Life Club de Benfica, em Lisboa.

Quanto mais escuro, melhor?

Esta é uma ideia preconcebida e que se fundamenta pelo tipo de farinha com que o pão é feito. À partida, quanto mais branco o pão, mais refinada a farinha. Por outro lado, o pão mais escuro é, normalmente, integral e feito com sementes, o que aumenta o aporte de fibra e faz deste um hidrato de carbono complexo que o vai deixar saciado por mais tempo.

Apesar disso, são cada vez mais as opções de pão por que escolher e longínquos vão os tempos em que as receitas deste comum alimento se cingiam a farinha, água, levedura e sal.

Hoje, junta-se ingredientes extra com o intuito de “melhorar o sabor, atribuir cor, aumentar o prazo de validade ou compensar deficiências da farinha”, enumera a nutricionista. E é aqui que a atenção deve ser redobrada. Estes extras são muitas vezes açúcares, produtos lácteos ou gorduras. Em suma, diz Joana Pires, “quanto maior a lista de ingredientes do pão, menor o interesse nutricional”. E sim, se os exemplos de ingredientes que apontamos como extra lhe fizeram pensar em pão de forma, pão-de-leite ou croissant, está correta. Estes são dos pães com menos interesse nutricional. Ainda assim, voltamos a dizer, o pão escuro não é necessariamente melhor

“Um pão até pode ter poucas calorias, mas pode ser constituído por ingredientes com pouco interesse nutricional”

Algumas versões dos pães integrais, incluem, por exemplo, frutas desidratadas, sementes oleaginosas, frutos oleaginosos e azeitonas. Tudo isto resume-se a um conteúdo energético superior que deve ser evitado. Pelo menos se pretende perder peso.

“O pão escuro, por vezes, tem conservantes e aditivos na sua constituição”, que devem ser evitados”, diz Joana Pires. A nutricionista alerta ainda para “o ‘falso’ pão escuro, que nada mais é do que pão branco com sementes por cima e que na sua lista de ingredientes não tem farinha integral, sendo elaborado com farinhas refinadas”

Ou seja, comer pão escuro não é sinónimo de perda de peso. Podemos perder peso a comer pão de trigo (o branco), claro está, que devemos de ter em atenção outros pontos. Na dúvida, siga os rótulos e atente as concentrações de cada ingrediente. “O que surge em primeiro é o que está em maior quantidade”, explica. Assim, se quiser um pão rico em fibra, “em primeiro lugar deve vir a farinha de trigo integral ou farinha de centeio”.

Percorra as imagens da galeria e siga as dicas de Joana Pires. Vai orientar-lhe na melhor escolha entre mil e um pães.


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