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Nutricionistas revelam toda a verdade sobre a soja

É a melhor substituta da proteína animal?

Nutricionistas revelam toda a verdade sobre a soja

Vivemos numa era de mitos alimentares, de falsas teorias nutricionais, de enganadores especialistas não formados, de redes sociais que se assumem como bíblias inexatas da Nutrição. Vivemos numa era em que aquilo que colocamos no prato causa mais dúvidas do que os nutrientes que oferece. Mas serão os chamados ‘vilões atuais’, de facto, os maus da fita? A Women’s Health pediu ajuda a nutricionistas para desvendar a verdade absoluta.

Vejamos o que dizem sobre a soja.

ANA ISABEL MONTEIRO – Nutricionista na Casa da Juventude de Famalicão e no Primefit Studio, também em Famalicão

“Atenção à origem, que deve ser biológica e garantidamente sem organismos geneticamente modificados. Deve ser ainda pouco processada e fermentada, como acontece com o tofu e tempeh. O edamame (feijões de soja verde) também é uma boa opção. Na dose certa, é seguro para homens e para mulheres”.

 

RITA ROLDÃO – Nutricionista em Consultório Particular Ericeira, e Box Cross Fit Ericeira

“A procura da soja surgiu como alternativa ao consumo de produtos lácteos e de origem animal. É rica em proteína de origem vegetal, fibra, gordura insaturada, vitaminas e minerais, mas parte desses nutrientes são perdidos quando o produto é industrializado. O consumo regular deste alimento está relacionado com a diminuição do colesterol total, mau colesterol (ou LDL) e triglicéridos, mantendo uma alimentação saudável. Não existe certeza relativamente à eficácia da soja na prevenção de afrontamentos e outros sintomas da menopausa, sendo o seu consumo contraindicado em certos casos clínicos como cancro da mama e/ou ovários e alterações do funcionamento da tiroide”.

 

SANDRA RIBEIRO – Nutricionista no Hospital da Ordem da Trindade, no Porto

“A soja faz parte do grupo das leguminosas, tal como o feijão, grão, ervilhas, favas e lentilhas, por exemplo. A ingestão diária deste grupo de alimentos deve rondar 25 g por dia, consumidos no prato, na sopa ou então na forma de farinhas usadas em pão, por exemplo. Cozinhar arroz com grão de soja (como se cozinha um arroz de feijão) é completamente diferente de consumir a soja em molhos, salsichas ou hambúrgueres, por exemplo. Como para todos os alimentos, esteja mais consciente da forma como adquire o alimento, natural, processado ou minimamente processado, e na forma como o vai confecionar”.

 

TÂNIA TINOCO – Nutricionista na Clínica de Nutrição Tânia Tinoco

“A abordagem sobre a soja é ainda muito complexa, no entanto, grande parte dos mitos que lemos e ouvimos não têm fundamento, pelo que o seu consumo não deve ser evitado. Devemos, sim, ter em atenção determinados aspetos: optar pela soja que é não geneticamente modificada, devemos demolhar a soja antes de a cozinhar (tal como as restantes leguminosas), para diminuir o impacto dos fitatos na absorção de determinados minerais”.

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