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No dia do seu aniversário, recorde a entrevista de Liliana Filipa para a WH

A empresária celebra hoje 27 anos de idade! E que melhor forma de celebrar esta data do que recordado o momento em que Liliana entrou para a família WH?

Liliana Filipa
Foto de: Gonçalo Claro

Tem 27 anos, dois filhos, uma marca em nome próprio e o mundo inteiro por conquistar. A empresária entrou no mundo dos negócios bem cedo, mas não se arrepende de nenhum passo dado até hoje. Fomos conhecer o seu percurso, as suas ambições e o que planeia para o amanhã.

‘Tomamos um café?’. Liliana Filipa recebeu-nos no seu escritório como quem recebe uma visita na própria casa. De facto, o seu espaço de trabalho, rico em apontamentos rosa, com as várias peças da sua marca expostas e alguns objetos dos filhos, de 1 e 2 anos, é quase como mais uma divisão da sua casa (ainda que fique a uns minutos de distância desta). Não podia ser de outra maneira. A sua empresa, onde nasceu a marca com o seu nome, é também um bocadinho dela própria. Liliana não o esconde: só sabe trabalhar com aquilo em que acredita e em que se revê, mas distingue bem o que é a sua vida privada e o que é o seu trabalho. São áreas distintas da sua vida, que trabalha diariamente para manter em equilíbrio. “Se alguma destas áreas não estiver bem, eu tremo”, diz-nos, com a confiança de quem tem tudo perfeitamente alinhado.

O seu percurso foi rápido. Com 27 anos, é dona da sua própria empresa, detém a marca homónima de biquínis, vestuário e calçado (e prepara-se para lançar o primeiro produto de beleza), é mãe de dois filhos e tem uma conta de Instagram tão influente que lhe fez valer o 9º lugar na lista Forbes dos maiores influenciadores digitais de Portugal. São 707 mil seguidores, um número que reflete a evolução de todo o seu trabalho.

Imaginava alcançar todo este destaque?

Não, foi tudo muito orgânico. Eu tive a exposição na televisão [após participar no reality show Casa dos Segredos, em 2014] e aproveitei essa plateia para começar a criar novos conteúdos. Desde então, as pessoas que me seguem começaram também a querer saber sempre mais e mais, por isso criei o canal de YouTube, para estar mais próxima dos meus seguidores. Aconteceu tudo muito naturalmente. Eu sinto-me bem a partilhar as minhas experiências, a inspirar os outros e as próprias pessoas que me seguem incentivam-me e inspiram-me a fazer coisas novas porque estão constantemente a puxar por mim.

Muitos seguem-na desde a altura da Casa dos Segredos. Sente isso ou acha que os seguidores atuais são outros?

Não sinto que ainda tenha este público. Acho que sim, tenho algumas pessoas que me seguem desde esta altura, mas a maioria segue-me a partir do trabalho que desenvolvi nas redes sociais. Até hoje esta comunidade continua a crescer e sinto que é pelo trabalho que desenvolvo nas redes.

O seu objetivo era este? Não ser conhecida como uma ex-concorrente de um reality show?

O objetivo nunca foi o ‘não ser conhecida por isso’, mas sim mostrar outras vertentes e provar-me a mim mesma que sou capaz de ser aquilo que eu quiser, que sou capaz de alcançar outras coisas. Lá está, aquilo ficou, foi um desafio como um outro qualquer. Foi uma aventura a que me propus e agora tenho outros desafios. Agora, o meu maior desafio é conseguir manter a empresa e trabalhar nesta área.

O rótulo de ‘ex concorrente da Casa dos Segredos’ ficou lá atrás e eu fico feliz por isso, por hoje ser reconhecida pelos meus projetos atuais. Porque as pessoas não são só os concorrentes de um reality show, são mais do que isso. Algumas demonstram mais nas redes, outras não o fazem tanto, mas tal não significam que não tenham as suas vidas bem-sucedidas.

Nas suas redes demonstra o sucesso que conquistou. Estas partilhas mais pessoais são uma forma de se aproximar das suas clientes?

Sim, acredito que isso faz com que se apaixonem pela marca. Acredito que, pelas diferentes realidades que mostramos, a pessoa se identifique e acabe por se apaixonar pela nossa história. É isso que tentamos fazer: chegar o mais próximo possível não só de clientes mas também de admiradores. Nós não queremos só que as pessoas comprem, queremos que admirem e se identifiquem com o nosso trabalho. Ao fim ao cabo, é uma marca de inclusão.

É este o foco do seu trabalho?

Atualmente, aqui na empresa, trabalhamos muito na criação de artigos e produtos com que a marca se identifique, produtos mais virados para a moda, embora estejamos prestes a lançar também um produto de beleza – vai ser o primeiro produto de beleza associada à minha imagem – mas neste momento é tudo muito dentro da moda. Além disso, trabalho também as redes sociais, como disse, eu tenho um contato muito direto com o meu público, com as pessoas que me acompanham já há anos e tento sempre atingir o máximo de pessoas possível dentro das plataformas em que trabalho. O meu dia está envolvido nestas coisas todas, ajustando-se às necessidades da minha família e dos meus filhos.

Dias bem agitados e sempre à procura de novidades, portanto.

Estou sempre inquieta! Quero sempre mais e aceitar desafios diferentes, para me testar a mim mesma e aos meus limites. Gosto muito de sentir a adrenalina de fazer coisas novas e aprender – adoro aprender – por isso posso dizer que me sinto profissionalmente realizada, mas não quero parar. Quero sempre continuar a fazer coisas novas, sempre alinhada com aquilo em que acredito: autenticidade é a palavra. Se não for assim, prefiro não fazer..

Sempre foi assim proativa? Quando era mais nova tinha esta vontade de ir atrás de novos projetos?

Sim, eu sempre fui muito ligada às artes e a minha mãe sempre me influenciou muito, ela sempre foi uma empresária de sucesso, por isso sinto que tenho essa vertente de empresária e empreendedora pelos conselhos e exemplo que a minha mãe me passou. Sempre fui de arriscar, e ela sempre me deu muito apoio. Dizia-me “vai, não tenhas medo, tu consegues!”, o apoio familiar sempre foi muito importante para mim. Além disso, já me está intrínseca esta postura de não estagnar ou estar parada, não gosto de me sentir limitada, sempre fui muito livre. Fui a primeira das amigas a fazer tudo: a ter a carta, a ter filhos, a primeira a viajar sozinha.. o medo nunca fez parte da minha vida nem da minha forma de ser. Sempre fui muito aventureira e acho que também é por isso que arrisco.

E como foi o seu percurso escolar? Planeava algo tendo em vista a área que queria seguir?

Sempre estive muito ligada à dança, principalmente samba, mas sempre soube que isso não ia ser um futuro porque em Portugal não temos muitas oportunidades ligadas à dança. E como também sempre quis trabalhar em algo relacionado com moda e sempre tive o sonho de ter uma marca minha, tirei o curso de design de moda. Aquilo que faço hoje sempre foi o meu sonho, se aconteceu mais depressa devido à minha exposição, talvez sim. Mas sempre trabalhei por este meu sonho, de ter a minha marca.

E pelo caminho ainda tirou o curso de tatuadora…

Sim! (risos). Eu na altura estava no curso de artes visuais, que foi do 10º ao 12º anos e gostava muito de desenhar, sempre gostei muito. Na altura havia aquela moda das tatuagens e eu apaixonei-me muito por esta arte, por isso fui tirar um curso de tatuadora. Depois surgiram outros desafios e isso ficou para trás, mas cheguei a comprar a máquina e tatuei alguns amigos.

E atualmente, como é o seu dia-a-dia, já com família estruturada?

Para fazer as coisas que faço hoje, preciso muito da equipa com que trabalho: a minha agência e as pessoas que estão aqui comigo no escritório são muito importantes para conseguir realizar tudo aquilo a que me proponho. São muitos os projetos em que estamos envolvidos neste momento, portanto tento delegar as coisas que outros podem fazer por mim para ter tempo para aquilo que ninguém pode fazer por mim como dar a imagem, fazer as fotos, os vídeos, a edição e toda a negociação.

É-lhe fácil delegar? Estamos a falar de uma marca que é o seu nome, a sua cara, que nasceu de si e cresceu ao ponto de precisar de uma equipa maior.

Na verdade, essa é a parte mais fácil. Sempre tive muito o espírito de liderança, já nos trabalhos de grupo da escola era sempre eu que liderava tudo, porque acho que consigo detetar facilmente o que é que as pessoas fazem melhor do que eu. Por isso essa parte de delegar torna-se mais fácil, assim deixo para mim as tarefas que tenho de ser eu a fazer.

E qual a parte mais difícil?

Naturalmente, a parte das contas e todas as burocracias que uma empresa tem por trás, mas que tem sido uma grande aprendizagem para mim ao longo destes anos. Porque eu sei em que é que os outros são melhores do que eu, mas isso não me impede de querer aprender com todos eles.

Eu estou sempre muito atenta ao que os outros têm a dizer. Tenho muito respeito para ouvir, debater ideias, estou sempre em constante trabalho de evolução, isso é natural em mim, eu tento aprender com toda a gente. Acho que toda a gente tem algo para ensinar, nem que seja uma receita. Não podemos menosprezar ninguém nem pensar que já sabemos tudo, nunca.

Outra dificuldade, contra a qual sinto que tenho de batalhar, é a falta de credibilidade com que às vezes me veem por ser mulher e por ser tão nova. Não é fácil, mesmo com os fornecedores é difícil, olham para mim e não vêm credibilidade. Mas se eu aparecer lá, por exemplo, com o Tiago, o meu agente, já facilitava. Ainda é difícil ser mulher no mundo empresário, ainda para mais uma mulher jovem. Mas não devemos ter receio de ser uma mulher nesta área, há que batalhar.

Entrou muito nova no mundo do trabalho. Sentiu que perdeu parte da sua juventude?

Visto deste prisma, se calhar podia ter aproveitado um bocadinho mais a minha fase jovem/adulta, mas pensando hoje, com 26 anos, e tendo já dois filhos, eu nunca deixei de fazer determinadas coisas. Não deixo de jantar com amigas, sair à noite, dançar quando tenho de dançar, divertir-me quando tenho de me divertir, eu nunca ponho de parte essa área, essa parte da minha vida, porque sei que fiz tudo muito depressa e que não posso sentir falta de me divertir. Por isso é que, quando chega ao fim de semana, gosto de ter os meus momentos com as minhas amigas, gosto de vez em quando de sair. Sei que não me devo privar destes momentos.

…fazem parte da sua rotina.

Exato. E o grande desafio hoje em dia para mim é mesmo este: tentar equilibrar todas estas áreas, todas estas minhas camadas, numa só pessoa. Às vezes torna-se difícil gerir isto com a vida familiar, as crianças, o trabalho, as responsabilidades, o ter tempo para mim, mas é necessário, porque se assim não for, algum dia alguma dessas vertentes vai quebrar. Se não tiver tudo em equilíbrio, se eu não tiver tempo para cada uma destas áreas, eu vou tremer.

Uma destas áreas é a maternidade. Foi mãe pela primeira vez aos 24 anos. Construir família era um sonho seu?

Sim, eu sempre quis ser mãe muito nova, com 18 anos já ambicionava ser mãe. Depois quando encontrei o Daniel [Gregório], que tinha o sonho mesmo sonho que eu – queríamos os dois ser pais jovens – falávamos muito em ter um bebé… e vieram dois! O casalinho veio assim completar as nossas vidas.

A maternidade era aquilo que achava que ia ser?

Claro que é muito mais difícil do que nós achamos. Porque aquilo que vemos nos outros, nas redes sociais, parece tudo um mar de rosas, tudo muito fofinho, pacífico mas, na realidade, não é nada assim, principalmente à noite. Os bebés dão-nos muitos desafios, todos eles têm fases mais difíceis, mas é tudo uma questão de continuarmos a cuidar da nossa saúde mental e mantermo-nos bem connosco próprias, isso é muito importante.

Eu faço sempre por estar bem comigo para depois estar bem com eles, acho que isso é fundamental porque se eu não estiver bem comigo eu não vou ser uma boa mãe, não vou estar tao bem-disposta com eles. Se não tiver o meu tempo, depois quando estou com eles não estou a 100%. Tenho mesmo de cuidar de mim para depois cuidar dos outros.

Foi esta a lição que aprendeu com os seus filhos?

Não, eu é que tento passar-lhes esta mensagem. Não só aos meus filhos e família, mas a todas as pessoas que me rodeiam.

Então, o que aprendeu enquanto mãe?

A responsabilidade, claro, os horários. Eu antes não tinha horários, fazia tudo conforme a vida me levava mas, com eles, fui obrigada a ter uma rotina, a ter aqueles horários, a responsabilidade de ter a sopinha todos os dias, a comida feita, as fraldas… ainda por cima como são dois, as coisas lá em casa acabam muito rápido! (risos). Foi mais por aí, o sentido de responsabilidade e também o saber aproveitar os momentos bons que eles nos dão, porque eles dão-nos momentos incríveis que, com o passar dos anos, como crescem, passarão a ser diferentes.

Acho que é muito importante nesta fase estarmos com eles e sentirmos a energia que os bebés nos dão, porque eles estão sempre felizes! Nós temos dias maus, dias em que estamos mais tristes, mas eles conseguem sempre estar bem. Sinto muito isso dos meus filhos, que eles estão sempre animados. Às vezes têm um dói-dói e choram, mas passa num instante! Aprendi isso com eles: não adianta estar a chorar muito por aquele dói-dói, porque depois passa. Essa boa energia que eles me dão é fundamental para o meu trabalho, eles são a minha fonte de energia – eu digo isso a toda a gente. Se eu estou um bocadinho com eles, tudo o resto à volta passa, todos os problemas do trabalho diminuem e eu fico ali aliviada, no meu habitat.

Em vários momentos já disse que ser mãe nunca a fez esquecer de si própria. O que lhe é essencial a estes momentos só seus?

Eu acho que é importante continuar a cuidar do exterior, do interior também, obviamente, mas nunca esquecer que o exterior também importa. Não é por ser mãe que deixo de cuidar da minha imagem porque, lá está, ainda sou muito jovem e não quero sentir que deixo de cuidar de mim. Por isso, no meu dia tento muito ter essas pausas para mimar o meu corpo e a minha imagem, até porque trabalho com a imagem, é algo necessário para o meu trabalho.

No evento da Cellulase, marca de que é embaixadora, falou justamente desta necessidade de cuidarmos de nós, mas sem esquecer de que temos corpos reais, com as suas imperfeições…

Sim, eu acho que ainda há muito tabu sobre este tema. Parece que há pessoas que ainda não entenderam que a celulite é real, todas temos celulite ou estrias… porque não aceitarmo-nos assim? Se partilhamos estas características, porque não aceitar? Eu tento fazê-lo, mas ainda é um caminho, um trabalho longo, até fazer as pessoas entender que é normal e que temos de banalizar estes temas. Se eu aparecer com um buraquinho numa perna, eu sei que alguém vai reparar, alguém vai falar… mas porque falar? Qual é a necessidade de se querer falar da celulite, se é algo tao comum nos corpos femininos? No fundo, é muito isso: eu tento mostrar esse meu lado mais real. Mas esta mudança de mentalidades é um caminho, não pode ser muito imediato.

Nas marcas com que trabalha, e na sua própria marca, tenta desconstruir esse preconceito?

É verdade, eu incluo nas minhas campanhas corpos de diferentes tamanhos. Quero mostrar a variedade dos corpos femininos, porque acho que é importante para educar as pessoas neste sentido.

Corpos diferentes, mas sempre com uma base saudável. O que lhe é essencial a um estilo de vida saudável?

Sempre estive muito ligada à dança. Durante muitos anos tive aulas de samba e tinha treinos duas ou três vezes por semana, por isso acho que tenho um bocadinho o histórico do exercício físico, não tanto ligado ao desporto mas através do samba que sempre esteve presente na minha vida. Gastávamos muitas calorias a dançar, que é aquilo de que realmente gosto. Hoje em dia não tenho tanto tempo para me dedicar a esta minha paixão, mas tento mexer-me o máximo possível e estar na minha melhor forma. Aliás, descobri uma nova paixão, o kickboxing, que pratico durante a semana e adoro! Com o confinamento não podíamos treinar no estúdio, como agora, e nessa altura fazia os meus treinos em casa.

Ainda, os meus filhos nunca me deixam estar quieta, como é óbvio, são uma fonte de exercício inesgotável, eles dois fazem com que nunca esteja quieta! E para completar, a minha vida atual é bastante agitada e não me permite estar parada, nem eu queria estar muito tempo quieta, não gosto de perder tempo.

E a par dos treinos, tem cuidado com aquilo que come?

Sim, mas nunca fazendo restrições, porque não considero que isto seja uma solução a longo prazo. Tento sim ter uma alimentação equilibrada, sem excessos e em equilíbrio. Se num dia tenho uma refeição mais saudável, noutro dia já posso ser mais ‘livre’.

Um hábito saudável que tenho já muito intrínseco é o de beber muita água ao longo do dia. Eu só bebo água às refeições (exceto em ocasiões especiais), não bebo sumos, não bebo refrigerantes. Também gosto de me levantar e beber logo um copo de água, acho que nos dá logo outra energia para começar a trabalhar e garantir que ficamos hidratados, é muito importante.

Por último, também faço por beber água quando me sinto um bocadinho mais sonolenta ou cansada. Dá logo outra energia. O mesmo para quando sinto que tenho fome mas acabei de comer, ou seja, é só gulosice. Bebo água e sinto logo o estômago um bocadinho mais cheio. Se tinha acabado de comer, não tinha necessidade de voltar a fazê-lo.

Treino, alimentação… fica a faltar só garantir uma boa noite de sono. Consegue?

Ultimamente sim! E ainda bem, porque acho que é mesmo crucial para seguir um estilo de vida saudável, é super importante. Eu senti muito falta do descanso quando fui mãe. Sentia que estava um bocadinho mais em baixo, mais cansada, e isso via-se na minha pele, no meu cabelo, no meu cansaço físico. Por isso, faço questão de dormir no mínimo as 8h por noite, pelo menos tento.

E gostos mais pessoais mas igualmente essenciais à sua saúde?

É-me essencial estar perto do mar! O mar é uma grande fonte de oxigénio, e parece que muita gente não tem essa noção. Sinto-me super bem junto ao mar, preferencialmente com sol – vitamina D é também essencial. Esta relação entre mar e sol diz-me muito, sinto-me muito melhor mental e fisicamente quando os tenho.

O seu estilo de vida reflete muito aquilo que defendemos na Women’s Health. O que é que esta marca representa para si?

Vejo a Women’s Health como a representação feminina de um corpo saudável numa mente equilibrada. Acho que a revista em si inspira outras mulheres a alcançar a sua saúde como um todo.

E esta capa, o que representa? Estava a contar com este convite?

Não estava nada a contar com isto! Nunca disse que não era capaz, achava que algum dia ia ser capaz mas não tao cedo. Mas como trabalho para isso, eu e a minha equipa trabalhamos para estes pequenos reconhecimentos, nunca senti que fosse inalcançável. Ainda assim, é como um sonho tornado realidade porque há bem pouco tempo eu era uma adolescente, os anos foram passando e agora cá estou eu numa capa que tanto me diz e tanto me disse noutros anos em que já admirava a marca. É ótimo.

Cada edição tem uma mensagem pessoal e única a passar às nossas leitoras. O que espera transmitir com esta edição?

Quero transmitir a todas as mulheres que somos capazes de tudo. Se somos capazes de gerar vida, somos capazes de alcançar qualquer coisa. Nós somos capazes de dizer que não. Os nossos sonhos e objetivos que são alcançáveis, basta que acreditemos. O primeiro passo para conseguir alcançar algo é pensar que somos capazes. Basta imaginarmos na nossa cabeça e reunir as ferramentas para alcançar este mesmo objetivo.

Além disso, quero passar a mensagem de que é importante estarmos em constante equilíbrio. Eu sinto que preciso disto para a minha vida. Para uma vertente da minha vida estar bem, preciso de estar bem em todas as outras. É este o grande desafio da vida para sermos felizes – connosco e com os outros. Posso não verbalizar muito esta ideia, mas acredito que a transmito muito através das minhas ações. Quero sempre mostrar às mulheres que somos capazes de tudo!

As fotos também transmitem muito sobre uma pessoa…

É mesmo. Eu espero que a sessão fotográfica transmita o ponto de felicidade em que estou, e que transmita também a pessoa que eu consegui alcançar ser. Espero que me dê a conhecer na minha verdadeira essência às pessoas que ainda não me conheciam tão bem. É bom ter oportunidades como estas para poder expressar a minha visão e a minha opinião.

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